Vasco aposta em projeto para voltar a ter um camisa 1 criado no clube

  • AFP PHOTO/Kazuhiro NOGI

    Carlos Germano foi um dos goleiro formados pelo Vasco que fez história

    Carlos Germano foi um dos goleiro formados pelo Vasco que fez história

Ao longo da história, o Vasco formou grandes goleiros como Barbosa, Mazzaropi, Carlos Germano e Hélton. No entanto, há muito tempo o time tem um jovem oriundo da base se tornar o dono da camisa 1. Por isso, o clube iniciou no ano passado um trabalho de verticalização do treinamento de goleiros para aproximar as jovens promessas da posição da realidade vivida no profissional.

O projeto foi idealizado por Fábio Tepedino, preparador de goleiros do profissional, e Agostinho Ferreira, coordenador da preparação de arqueiros da categorias de base. O trabalho padroniza a metodologia de treinos dos goleiros da base e profissionais e ainda cria a rotação dos jovens das categorias inferiores nos treinamentos do time de cima.

"Quando assumi a preparação de goleiros do profissional, em 2016, senti a necessidade de valorizar os atletas oriundos da base. Em conversa com o Álvaro Miranda, diretor da base, frisei a importância de oferecer aos jovens goleiros uma experiência de treinamento no time de cima. Entendia que isso seria fundamental para o desenvolvimento desses atletas. A sugestão se transformou em projeto e desde então conseguimos ter diariamente nas atividades do time principal três goleiros revelados no clube (Jordi, Gabriel e outro da base). Esses garotos participam integralmente das atividades. A coordenação e os treinadores de goleiros da base foram fundamentais nesse processo, pois ajudaram no desenvolvimento de mecanismos para que esse trabalho pudesse ser viável", explicou Fábio Tepedino.

O projeto já vem dando resultado. Titular do time sub-20, João Pedro é um dos destaques da equipe. Inclusive, na partida contra o São Paulo pela Copa do Brasil da categoria pegou um pênalti e fez grandes defesas. Lucão, camisa 1 do sub-17, se sagrou no início da temporada campeão do Campeonato Sul-Americano com a Seleção Brasileira da categoria.

"No início, até por ser uma inovação para os moldes atuais, essa metodologia foi olhada com um pouco de desconfiança. Começamos a adquirir credibilidade com o desenvolvimento do projeto, principalmente dos treinadores das categorias envolvidas. Desta forma, conseguimos alinhar todos os mecanismos dessa engrenagem. Nossa base hoje tem pelo menos cinco atletas com perspectivas ótimas em relação ao profissional do Vasco no futuro. É lógico que alguns atletas destacam, mas não podemos dar atenção apenas aos que estão jogando. Nosso foco é a formação e estamos conseguindo quebrar para paradigmas. Implantamos nas categorias inferiores o mecanismo de rotação para que todos os goleiros possam ser avaliados em situações idênticas. Os resultados estão sendo maravilhosos, mas sabemos que é um trabalho de médio a longo prazo", acrescentou o preparador de goleiros do time principal.

Pouco mais de um ano após o início do trabalho de verticalização, jovens das categorias sub-13, sub-15, sub-17 e sub-20 já tiveram a oportunidade de dividir espaço com os arqueiros do time profissional. A expectativa do clube é reviver num futuro próximo um passado de glórias quando o assunto é a formação de goleiros. De acordo com Fábio Tepedino, o sucessor do uruguaio Martín Silva tem tudo para ser um jogador revelado em São Januário.

"A semente está sendo plantada. Tenho certeza de que teremos no futuro o nosso goleiro titular oriundo da nossa base. É lógico que maturação dos goleiros é um pouco tardia em comparação aos outros atletas, poucos conseguem se firmar nos primeiros anos de profissional, porém estamos no caminho certo. Temos um goleiro que é referência para os atletas que estão fazendo parte desse processo, que é o Martin Silva. Ele é importantíssimo no desenvolvimento dos nossos atletas e tem contribuído muito para o funcionamento dessa engrenagem. Quando o Martin optar por encerrar a sua carreira, sem dúvida nenhuma, teremos um substituto à sua altura formado dentro de São Januário, identificado e, principalmente, consciente do que é vestir a camisa de um dos maiores clubes do mundo", concluiu o profissional.

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