Carille via Corinthians como 'quarta força', mas já percebe resgate de DNA

Treinador do Corinthians há apenas quatro meses, Fabio Carille considera estar dando uma resposta em campo para todos que duvidavam e consideravam sua equipe a "quarta força" do futebol paulista, atrás de Palmeiras, Santos e São Paulo. A resposta está sendo dada inclusive para o próprio treinador, que no início da temporada lidou com dificuldades para formar um time que hoje é quase campeão. O quase da frase anterior é porque ainda resta mais um jogo, mas a vantagem por 3 a 0 contra a Ponte Preta nas finais do Paulistão é larga.

- Até nós mesmos achávamos que éramos quarta força. Mas procuramos nos fechar, olhar no olho de cada um e falar a verdade. Não esperava tudo tão cedo. Mas no começo do ano éramos a quarta força, porque para mim o Palmeiras é o melhor time do campeonato. Só que muitas vezes o melhor não ganha - disse o treinador, que admite a importante vantagem construída em Campinas antes da partida do próximo domingo, em Itaquera.

- Foi um jogo muito consistente, com os jogadores cumprindo muito bem seu papel, entendendo o que era o jogo. Estudamos muito a Ponte Preta desde os jogos do Santos. Saímos com uma grande vantagem, mas tem outra parte ainda. Nunca prometi títulos, longe disso, e nunca vou prometer, mas o torcedor pode esperar um time muito determinado dentro de campo, em todos os jogos. Essa semana vou fazer cobranças para que a gente trate o segundo jogo de forma séria - sentenciou o treinador, mantendo o discurso cauteloso que carrega desde o início da temporada, quando foi efetivado.

Depois de eliminar Botafogo e São Paulo, o Corinthians abriu a decisão do Paulistão diante da Ponte Preta, que havia deixado os dois paulistas da Copa Libertadores (Santos e Palmeiras) para trás. Com a vitória por 3 a 0 em Moisés Lucarelli, a equipe de Fabio Carille passa a somar 29 gols marcados e apenas 12 sofridos em 24 partidas nesta temporada, que venceu 13 vezes, empatou nove e perdeu apenas duas. Com bons resultados e a iminência de um título na temporada, o treinador acredita que a forma de jogar tradicional do Timão esteja sendo repetida sob seu comando.

- Essa questão de entrega é um pouco o DNA do Corinthians. Estou aqui desde 2009, Dentinho e Jorge Henrique já desciam para marcar, depois fomos campeões da Libertadores nos ajustando sem camisa 9. É o DNA e estou conseguindo resgatar isso aí, marcando forte, muitas vezes jogando por poucas bolas, mas sempre muito determinado.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos