Militão é aposta de Ceni: "Em até um ano e meio, terá potencial do Jucilei"

  • Felipe Espindola/saopaulofc.ne

Enquanto novos reforços de peso ainda são realidade distante para o São Paulo, Rogério Ceni tem a receita para fortalecer o elenco na temporada. Como o próprio técnico comparou em entrevista coletiva nesta sexta-feira, é mais barato preparar um bolo em casa do que sair para comprar um pronto. E é nessa teoria que se encaixa o promissor volante Militão.

"Estamos tentando dar mais experiência aos mais jovens, que não forem aproveitados, e tem a saída do João Schmidt no fim de junho (para a italiana Atalanta). Até por isso trouxe o Militão. No futebol, ou você compra o bolo pronto na padaria ou tenta produzir na sua casa, mais barato. João está pronto, mas saindo. Militão está em formação, mas tem muito potencial. Para achar um tipo do Jucilei, são oito milhões de euros. Em Cotia, demora um pouco mais para formar, mas pode nos render um grande atleta e uma grande transação. Por enquanto, a saída do João será suprida assim", explicou.

Militão, de 19 anos, estava no radar de Ceni desde o fim do ano passado. Em janeiro, quando Júnior Tavares e Araruna foram promovidos, o treinador do profissional reservou um tempo para conversar com o garoto e deixá-lo pronto para um chamado, como para ser observado no CT da Barra Funda em abril. E, como agradou, para integrar de vez o elenco principal.

"Ele é mais jovem que os outros, mais verde. Mas vi os jogos do sub-20 e ele vinha muito bem. Tem muito potencial e pode crescer muito. Depende da cabeça, do psicológico de vir ao profissional. Pretendo que o João e o Jucilei passem muita experiência nos próximos dois meses para no segundo semestre estar pronto para jogar. Na defesa, também pode ser utilizado em emergências, mas precisa ganhar corpo. É ainda muito franzino, apesar de lépido e de disputar bem a bola. Creio que em um ano, um ano e meio, terá o potencial de um Jucilei", projetou.

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Rogério Ceni:

Qual a importância do período sem jogos, apenas de treinos?
Ainda teremos algumas brechas, como entre os jogos com Cruzeiro e Avaí. Uma semana já ajuda a crescer taticamente. Mas 15 dias, como agora, será impossível. E já está quase acabando, com Sul-Americana e Campeonato Brasileiro na semana que vem. Conseguimos fazer ajustes táticos, com duas situações de jogo treinadas todos os dias pelo menos 20 minutos, e uma tentativa de reequilibrar a parte física de quem vinha de lesão. Precisávamos disso para arrumar uma forma diferente para encarar as equipes que virão ao Morumbi, e na semana que vem aprimorar algo mais específico para o Defensa y Justicia, que joga num 3-5-2 e vem há cinco jogos sem perder no Campeonato Argentino. Estão em uma boa fase.

E qual o maior desafio desse período?
O maior desafio não é agradar os 11, já felizes por estarem jogando, mas sim manter os outros 23 motivados. Pelo menos a grande maioria. Manter esses ávidos por jogar. Ontem completei quatro meses de trabalho aqui e até consegui rodar bastante jogador no Paulistão e na Copa do Brasil. Em maio, o espaçamento será maior, apesar de ter menos de 72 horas entre o Defensa e o Cruzeiro. Depois serão espaços de seis, sete dias, até chegar junho, com partidas mais próximas. O desafio é deixar todos ligados nos treinamentos. Por isso o elenco mais enxuto é mais fácil porque torna os jogadores menos insatisfeitos por não serem relacionados.

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