Uso de árbitro de vídeo em PE é visto com sucesso, mas há alerta: 'Há muito a evoluir'

A sensação de que foi dado um bom passo rumo à entrada da tecnologia dos gramados marcou a utilização do árbitro de vídeo no jogo de ida da final do Campeonato Pernambucano. Em entrevista ao LANCE! nesta segunda-feira, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, disse que o sucesso no auxílio para confirmar o pênalti a favor do Salgueiro (no empate em 1 a 1 com o Sport) contribuirá para o futebol:

- A atitude foi fundamental para ajudar a definir como será utilizada a arbitragem de vídeo, que tende a ser um divisor de águas no nosso futebol. Este recurso contribuirá para que erros gravíssimos sejam evitados no futuro. É evidente que ontem foi um primeiro experimento, marcado por muita preocupação e com um grande aparato da Fifa, Conmebol, CBF, o que rendeu uma demora na decisão. Mas temos certeza de que, com o passar do tempo, as decisões serão mais rápidas, e tudo vai evoluir.

O dirigente minimizou a demora pela solução da decisão do árbitro José Woshington (foram seis minutos até o pênalti ser confirmado). Segundo Evandro Carvalho, a prioridade de todos era pelo acerto no caso:

- Temos de relativizar esta questão. Como se tratava de uma final, a preocupação não foi com o tempo, e sim com o acerto. Era um lance muito difícil para confirmar sem a ajuda da tecnologia. O importante foi que decidimos em conjunto, e o lance foi assinalado de maneira correta.

SERAPIÃO DESTACA USO DO RECURSO, MAS FAZ RESSALVAS

Ao LANCE!, o presidente da Escola Nacional de Árbitros, Manoel Serapião Filho, também disse que o tempo até a decisão do árbitro foi longe do ideal. Porém, também crê que este período seja minimizado com o decorrer da utilização do recurso do vídeo:

- Nós temos consciência de que foi necessário muito tempo para chegar à decisão. Mas isto é um processo que tende a melhorar com o passar do uso da arbitragem de vídeo. Com condições melhores, e os árbitros mais acostumados ao recurso, a tendência é reduzir esta demora.

Serapião ainda detalhou como foi a atuação da arbitragem de vídeo no auxílio a José Woshington:

- Funcionou dentro do protocolo. Era um lance de interpretação no qual o árbitro não teve 100% de segurança, e manifestou a intenção de analisar o vídeo para tirar sua dúvida. Permitimos, deixando claro que não poderíamos emitir opinião.

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