Corinthians ouve sondagens e aceita desafio: segurar jogadores campeões

  • Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

Em busca de contratações para o segundo semestre, mas sem dispor de recursos financeiros em grande quantidade, o Corinthians já bolou uma estratégia de ação na montagem do elenco para as próximas competições: não abrir mão de nenhum jogador que tenha sido destaque na campanha que rendeu o título do Campeonato Paulista. O desafio assumido pela diretoria alvinegra já foi compartilhado com o técnico Fábio Carille, que trata a manutenção do time campeão como o maior reforço que o Timão pode ter.

São duas as principais ameaças na atualidade: Pablo e Guilherme Arana. O zagueiro está emprestado pelo Bordeaux (FRA), e há necessidade do pagamento de cerca de R$ 10 milhões pela compra dos direitos econômicos. O Corinthians tem prioridade de compra até junho e planeja exercer a opção com base em uma "parceria" com o clube francês envolvendo o atacante Malcom. O problema é que o assédio de outros clubes já chegou aos ouvidos do Bordeaux e do próprio Timão, e uma oferta mais vantajosa pode tirar Pablo do Timão a qualquer momento.

O caso de Guilherme Arana também é delicado. Apesar do vínculo com o Corinthians ser válido até o fim de 2021 e ter sido renovado há somente dois meses, os representantes do lateral receberam sondagens do futebol europeu e acreditam na concretização de uma oferta até a reabertura da janela internacional de transferências. Como o clube tem minoria no fatiamento dos direitos econômicos (apenas 40%), a possibilidade de atuação é reduzida.

Outros jogadores também têm sido constantemente alvos de interesse internacional, como Fagner e Romero, e são casos tratados com apreensão pelo Corinthians. A ideia, porém, é repetir o que foi feito com Rodriguinho, que recebeu proposta tentadora do Fenerbahce (TUR) em fevereiro e queria sair, mas viu o Timão segurar e valorizá-lo com a campanha do título estadual.

"A ideia é não perder ninguém e reforçar. Não porque o grupo seja pouco qualificado, mas o Brasileirão é muito extenso, com cartões, contusões, então é preciso ter um grupo um pouco melhor. Estamos trabalhando para isso", explica o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade.

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