Por que o Canarinho 'Pistola', mascote da Seleção, é um sucesso?

Ele é bravo, mal encarado, com cara de que está sempre contra "tudo isso que está aí", mas ganhou a simpatia da torcida brasileira. Pelo menos da parcela que usa o Twitter. O Canarinho, mascote da Seleção Brasileira, que ganhou o apelido de "Pistola", virou sucesso e preferência nacional.

A prova disso foi a repercussão da aparição com uma versão mais "tranquilona" e sorridente do mascote. Uma repercussão provocada de forma involuntária e não prevista pela CBF.

O "buzz" começou quando postei na minha conta do Twitter uma foto do dito cujo no corredor da sede José Maria Marin, durante o intervalo entre as palestras do "Somos Futebol", seminário que ocorre na CBF nesta semana. Lá estava o Canarinho, sorridente e fazendo sinal "hang loose".

Muitos retweets e mentions depois, com perfis mais "zoeiros" replicando a imagem e inserindo "palavras de ordem" contra a simpatia do mascote, estava formada a revolta: todo mundo queria a volta do Canarinho na versão boladão.

Teve gente duvidando do hexa, xingando a CBF, dizendo que o tema era mais importante do que o depoimento do ex-presidente Lula, e profetizando que o Canarinho simpático seria responsável por um novo 7 a 1. Uma fábrica infindável de memes.

Algumas horas depois, a CBF respondeu com uma postagem no Twitter, explicando que o Canarinho 'Pistola' não tinha morrido, mas ganhando uma face mais "light" para ser usada em ações sociais. Foi a postagem do perfil @CBF_Futebol que mais teve interação nesta quarta-feira .

Mas, afinal de contas, por que todo mundo ama o Canarinho Pistola?

Além de ser terreno fértil para memes, o rosto do Canarinho simboliza bem uma internet que mais reclama do que dá bom dia. Da internet zoeira, que gosta de gente "letra A" e de "raiz", e não de "Nutella". Afinal de contas, para que serve o Twitter se não houver a liberdade para a modalidade esportiva mais popular no país? Qual é? A corneta. E o rosto do Canarinho Pistola diz tudo isso.

A CBF, claro, adorou a história toda que aconteceu nesta quarta-feira. Até porque ela serviu de termômetro para definir de forma mais exata a diretriz a respeito do uso do rosto do Canarinho. Em novembro de 2016, por exemplo, o Canarinho Pistola esteve em uma creche de Belo Horizonte. Nas fotos, é possível ver que muitas crianças ficaram meio assustadas com o rosto intimidador do pistoleiro. Ou seja, sorrisos no rosto só quando estiver perto dos pequenininhos. Em jogos e demais aparições, Pistola neles. E rumo ao hexa.

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