Menos número e mais realidade: Ceni muda tom antes da volta ao Morumbi

Há exatos dez dias, o São Paulo era eliminado da Copa Sul-Americana pelo Defensa y Justicia (ARG), empatando por 1 a 1 no Morumbi, e Rogério Ceni respondeu à criticada atuação da equipe com uma entrevista baseada em dados da partida e seu aproveitamento como técnico. De lá para cá, o time só jogou uma vez e ainda não venceu, mas o tom do discurso do chefe mudou.

O treinador já não apelou tanto a números logo depois da derrota para o Cruzeiro, no último domingo, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, e, ao longo de uma semana marcada pela divulgação de um acesso de fúria seu ainda na semifinal do Paulistão, ele admitiu publicamente que o time, realmente, não tem sido digno de elogios em meio às três eliminações consecutivas.

- Eliminações em curto prazo trazem uma pressão extra e são um prato cheio para não recebermos elogios. Até porque, no último mês, não apresentamos um futebol digno de elogios. Respeito opiniões, entendo as críticas construtivas e tento melhorar o meu trabalho - disse o ex-goleiro na última sexta-feira.

Até a polêmica da semana pôde ser vista com bons olhos. A informação divulgada pela ESPN - e confirmada pelos envolvidos - de que, no intervalo da derrota por 2 a 0 para o Corinthians na primeira semifinal, no Morumbi, Ceni entrou nos vestiários tão furioso que chutou um quadro que atingiu Cícero provou que o ex-goleiro tem a competitividade que a torcida sempre gostou. E que pouco aparecia nas entrevistas.

Nas novidades, pode ser indicada também a adoção dos três zagueiros. O esquema que Ceni já tinha dito que, a princípio, não seria usado já foi adotado na estreia do Campeonato Brasileiro, sob elogios do próprio técnico, e é uma tendência para o São Paulo resolver os tão citados problemas defensivos e recuperar a força ofensiva que o comandante tanto gosta,

É com essa mudança de tom que o treinador retorna ao Morumbi, onde tanto vibrou como jogador, para enfrentar o Avaí, nesta segunda-feira, às 20 horas (de Brasília), em busca da primeira vitória pelo Campeonato Brasileiro. Certamente, com mais confiança por parte de torcedores que o criticavam por parecer não encarar a realidade. Só não se espere um técnico abrindo mão de suas convicções.

- Sempre existiu exposição, para o bem ou para o mal. Julgamento sempre foi de grandes feitos com coisas boas e coisas simples como grandes erros. A culpa é sempre do treinador e que continue assim. Tento ser o mais profissional possível e trabalhar dentro do campo no que está ao meu alcance. Independentemente do resultado, tenho minhas visões.

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