Dono da JBS diz em delação que Mineirão foi usado para esquema de governador do MG

O empresário Joesley Batista, dono da JBS, revelou nesta terça-feira em delação premiada que um dos esquemas de propina da empresa com políticos envolveu uma parte das ações do Mineirão. Segundo o empresário, a JBS repassaria R$ 30 milhões ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, em troca de 3% das ações do Gigante da Pampulha.

Batista afirmou que a negociação foi intermediada pela HAP Engenharia, uma das empresas que fez parte do consórcio Minas Arena. No entanto, a quantia iria para os cofres de Pimentel:

.- Ele me recebeu lá no hangar mesmo, R$ 30 milhões, tudo bem. Para viabilizar, ele me apresentou um sujeito, que era o dono de uma construtora, que me vendeu 3% de um estádio.

No relato à PGR, o empresário detalhou que o acordo foi feito com o tesoureiro da campanha, Edinho Silva, e teve a aprovação da então presidente Dilma Rousseff. Dilma teria indicado que Fernando Pimentel deveria receber o valor.

Ao "Estado de Minas", a assessoria de Fernando Pimentel (PT) definiu a acusação como "leviana e mentirosa", e sem provas:

"Nos trechos disponibilizados para a imprensa é possível perceber que as afirmações de Joesley Batista em relação ao então candidato ao governo de Minas não tem nenhum suporte em provas ou evidências materiais", afirma a assessoria por nota.

A assessoria ainda declarou que o governador jamais recebeu valores da empresa, direta ou indiretamente, e desconhece a agenda do empresário. Em relação a HAP Engenharia, o governador admite que a empresa vendeu 3% de suas ações de acordo com o posicionamento público, e que os recursos foram usados para aporte da própria empresa, sem repassar a políticos ou partidos.

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