Aluno da escolinha de Carille, Pedro Henrique quer se firmar no Corinthians

  • Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

Antes de ser efetivado como treinador, no fim de 2016, Fábio Carille teve papel fundamental na evolução dos zagueiros do Corinthians. Como atuava na zaga antes de pendurar as chuteiras, ele se tornou responsável por comandar os treinos específicos da defesa alvinegra desde 2009, quando começou como auxiliar de Mano Menezes. Esse papel ganhou mais força com Tite.

Entre os diamantes lapidados por Carille estão nomes como Leandro Castán, Gil, Felipe, Cléber e até mesmo o lateral Fagner. Um dos mais novos alunos desta "escolinha" de defensores é Pedro Henrique. O garoto de 21 anos estreou no time profissional em 2016 e acompanhou as "aulas" do técnico sobre posicionamento na bola parada, como afastar bolas cruzadas na área, composição da linha de quatro marcadores, entre outras lições.

Entre altos e baixos, contudo, Pedro Henrique ainda não conseguiu se firmar no Timão e é contestado por parte da Fiel torcida. O zagueiro foi titular contra o Vitória e terá mais uma chance neste domingo, ante o Atlético-GO, quando será dupla de Pablo para substituir o lesionado Balbuena. Cabe ao garoto aproveitar os ensinamentos de Carille para desenvolver seu futebol e ganhar espaço no time, assim como fez Cléber, que defendeu o clube entre 2013 e 2014 e hoje está no Santos, depois de passagem pelo futebol alemão.

"Carille me ajudava bastante, treinava comigo, Gil, Felipe, Antônio Carlos... Ele motivava a todos. Quem era titular ele passava pra reserva, rodava muito, era muito justo. O vi como auxiliar e já o achava muito bom, sabia que ele iria assumir o Corinthians. É difícil, foi pisoteado, mas o importante é ser pisado e ter coragem", elogiou o zagueiro, hoje rival, em entrevista ao LANCE!.

"Hoje ele está de cabeça em pé e como um dos melhores do Brasil. Um dia você acorda triste, no outro você é o melhor no que faz. Fico muito feliz em bater no peito e dizer que trabalhei com esse cara, tenho muita história com ele. Ele me ajudou muito, fez parte da minha (história) também", completou.

Com Felipe, campeão brasileiro em 2015 e hoje no Porto (POR), a situação foi idêntica. Foi Carille um dos principais responsáveis por preparar o zagueiro que viria a ser disputado por gigantes do futebol europeu e até convocado à seleção brasileira.

"Ele (Carille) foi muito importante para mim. Não o peguei como técnico, mas ele já me dava muitos conselhos como auxiliar. Ele veio de uma escola muito boa, aprendeu muitas coisas. Ele mostra muitos vídeos, e isso acaba ajudando a cada jogo. Um erro e um acerto que eu tinha, ele mostrava. E isso era trabalhado no campo", explica o jogador.

É a vez de Pedro Henrique aproveitar as aulas de Carille, já que Balbuena e Vilson estão no departamento médico e as chances devem aparecer. Cabe a ele absorver as lições para se firmar de vez no time e sonhar com um futuro semelhante aos demais alunos do "professor de zagueiros".

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