Rei dos desarmes no time e bom passador, Jucilei conquista São Paulo

  • Marcello Zambrana/AGIF

Mesmo no momento de maior crise do São Paulo, com três eliminações em menos de um mês, Jucilei era um dos raros poupados de crítica no São Paulo. No início deste Campeonato Brasileiro, em período de ressurreição do time de Rogério Ceni na temporada, as estatísticas explicam a admiração de diretoria e torcida pelo volante.

De acordo com o Footstats, nenhum jogador do time desarma mais que o camisa 25 na competição nacional, o que já seria esperado por sua posição. Mas o que chama atenção é sua precisão no quesito: acertou 83,3% das 12 tentativas que deu nas três primeiras rodadas do Nacional, errando apenas duas delas.

Além disso, quando erra, Jucilei não compromete o time ou a si mesmo. Ele já cometeu nove faltas, sendo o quarto neste quesito em todo o torneio, mas não levou nenhum cartão amarelo. Ou seja: dá o bote com o mínimo risco de ficar "pendurado" na partida ou de deixar a equipe com um a menos.

O "Rei dos desarmes" no Tricolor tem ainda como trunfo sua qualidade para soltar a bola. Errou apenas quatro passes no Brasileirão e acertou 138, ficando atrás apenas dos 143 de Rodrigo Caio no time. E acertou todas as quatro viradas de jogo que tentou no torneio, liderando as estatísticas do clube no quesito.

Chama atenção sua seriedade em não brincar na frente da área. Os números mostram como Jucilei prefere tirar a bola de perto da área de Renan Ribeiro, tocando ou lançando, em vez de arriscar jogadas individuais: tentou apenas um drible (que errou) nessas três primeiras rodadas da liga nacional.

Não à toa, a torcida canta o nome do volante com mais entusiasmo. Na vitória sobre o Palmeiras, no sábado, ele deu mais uma mostra de seu comprometimento tático, já que pouco foi além do meio-campo e acertou todos os 32 passes e os dois desarmes que tentou. Mesmo o pênalti que cometeu (e que Jean errou) foi bastante contestado.

Por conta desse desempenho, já se fala no Morumbi em ampliar o contrato de Jucilei, emprestado pelo chinês Shandong Luneng até o fim da temporada. De fato, Rogério Ceni e a torcida já não conseguem imaginar o time sem ele.

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