Improvisado na ala por 11 anos, ex-atacante Leandro dá dica a Marcinho

  • AFP PHOTO/Mauricio LIMA

A inovação de Rogério Ceni na vitória sobre o Palmeiras, no sábado, já rendeu título brasileiro ao São Paulo. O técnico surpreendeu ao improvisar o atacante Marcinho na ala direita, exatamente como Muricy Ramalho fez com Leandro durante a campanha da conquista nacional em 2006. E o ex-jogador, que estava no Morumbi vendo o clássico, dá dicas ao seu sucessor.

Em conversa com o LANCE!, Leandro avisa que a principal preocupação de Marcinho é estar concentrado na parte defensiva. A dificuldade é não se desligar para não ser surpreendido com a movimentação do adversário para aproveitar uma inversão de jogo.

"A principal dificuldade é fazer a cobertura quando a bola está do lado contrário. Não pode ficar desligado, precisa marcar o atacante que pode entrar em diagonal, se movimentar por fora. Você fica um pouco sem noção no início, mas o Marcinho foi bem", elogiou, lembrando que era mais ofensivo do que o atual improvisado ala direito do Tricolor.

"É um pouco diferente. Na parte ofensiva, eu era um pouco mais agudo, arriscava mais jogadas individuais, agredia mesmo o lateral adversário. Mas o Marcinho foi bem. Foi seguro na defesa e na parte ofensiva, dando passe para o primeiro gol, do Pratto. Tem tudo para crescer. O Rogério pode continuar apostando nele porque vai dar certo", disse.

Leandro recorda que não foi tão complicado atuar na ala porque já tinha sido escalado como segundo volante anteriormente, no Fluminense. E recomenda a Marcinho para aproveitar a oportunidade, já que atletas polivalentes costumam ser presença mais frequente na escalação.

"Desejo toda a sorte do mundo ao Marcinho. Que aproveite bem a chance. Não é demérito nenhum ser improvisado nessa posição, é um bom sinal. Quem joga em mais de uma posição tem mais chance de ser titular. Então que ele seja feliz, vá bem e ajude o São Paulo", disse, pedindo para que ele não seja cobrado por gols.

"Vai depender da liberdade que o Rogério der para ele. O Muricy permitia que eu fosse para dentro do campo, virar um falso meia, ou atuar bem aberto. Mas é claro que fica difícil fazer gol. Não dá para cobrar que o Marcinho marque, cruze e faça gol. O único que consegue fazer isso é o melhor lateral do mundo, o Daniel Alves", disse.

Cena repetida

Aposentado desde o ano passado, quando jogou a terceira divisão paulista pelo Catanduvense, Leandro vem fazendo cursos da CBF com o objetivo de se tornar auxiliar técnico. Mas encontrou tempo para atender a um convite do São Paulo para uma ação promocional para venda de ingressos para o Choque-Rei: repetiu a cena de comemoração do título brasileiro de 2006 e subiu na trave do Morumbi.

"Nem queria subir, mas me convenceram. Não tem mais aquele ferro lateral que segurava a rede, só a trave, fica mais difícil ficar em pé. E é mais difícil subir sem aquela emoção, mas consegui subir sozinho. Senti o mesmo frio na barriga e a emoção ao entrar no gramado só de imaginar o campo cheio. Foi como se eu entrasse para uma partida", comentou, otimista com o Tricolor de Rogério Ceni depois de ver no estádio a vitória de sábado.

"O São Paulo fez o jogo que precisava e aproveitou as chances que teve. Precisava mais dos pontos do que o Palmeiras, para o Rogério ter mais tranquilidade para treinar. O time tem tudo para crescer. No próximo clássico, vou de novo ao Morumbi. Sou pé-quente", disse.

 

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