Diretoria adota cautela, mas Cuca considera fundamental ter novo '9'

  • Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Cuca deixou o Beira-Rio bastante preocupado na última quarta-feira. O Palmeiras eliminou o Inter e avançou às quartas de final da Copa do Brasil, mas novamente não jogou bem e somou sua terceira derrota em seis jogos com o treinador, que disse ter "muito serviço" pela frente. Ele acredita na evolução do time, mas considera fundamental que um novo centroavante seja contratado.

Essa necessidade passa pela má fase do colombiano Miguel Borja, reforço mais caro da história do clube. Cuca diz acreditar na adaptação do atacante ao futebol brasileiro e tem feito trabalhos individualizados com ele para que isso aconteça, mas não sabe quanto tempo vai demorar e não quer esperar.

Quando chegou, o técnico prometeu dar confiança a Borja e disse que queria vê-lo perder o "medo de ser substituído". O combinado foi cumprido no primeiro jogo, contra o Vasco, quando o colombiano jogou por 90 minutos e marcou dois gols, mas Cuca o substituiu nas duas outras vezes em que o escalou como titular e depois o transformou em reserva de Willian. Foi assim nas derrotas para São Paulo e Internacional.

Mas o comandante enxerga Willian como um atacante de movimentação, não como um centroavante. Utilizá-lo na função de "camisa 9" é uma solução paliativa. Cuca acredita, inclusive, que um homem de referência bem adaptado ao time vai fazê-lo render melhor. No momento, não há outra opção para o setor além de Borja e Willian.

"Tem que trazer, nós precisamos. Está cada vez mais claro que a gente tem a necessidade ainda de melhorar a equipe. Nós vamos buscar alguma coisa, sim. Às vezes uma peça desabrocha o time", disse Cuca, ao Sportv, na última quarta.

Enquanto o técnico reforça o seu desejo de contar com um novo reforço, a diretoria trabalha com cautela. O discurso é de que o clube está observando diversos nomes. Um deles foi o de Sassá, do Botafogo, que não empolgou.

A vontade de Alexandre Mattos, obviamente, é ver Miguel Borja brilhar como nos tempos do Atlético Nacional (COL). A negociação para trazê-lo foi muito desgastante e custosa, e justamente por isso o diretor de futebol toma o cuidado de não tratá-lo já como um fracasso.

A chance de um novo investimento no patamar do que foi feito com Borja é vista como pequena por quem tem trânsito com os dirigentes do Palmeiras. A Crefisa bancou a contratação do colombiano por mais de R$ 33 milhões, sem contar a ajuda para bancar parte das luvas e dos salários. Contratar um jogador para competir com Borja - e talvez ofuscá-lo de vez - não é uma decisão tão simples para os parceiros.

A assessoria de imprensa de Leila Pereira, dona da Crefisa, diz que ela não foi consultada sobre nenhum novo nome. O que colabora com a cautela do clube é a abertura da janela de transferências internacionais: só em 20 de junho.

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