Revés como lição para o futuro e sem perder a essência da base do Vasco

O revés para o Atlético-MG doeu no Vasco. Na noite da última sexta-feira, os comandados de Marcus Alexandre entraram em campo em São Januário para mais de cinco mil torcedores na volta da semifinal da Copa do Brasil Sub-20. Até os 45 minutos do segundo tempo, a classificação era do Cruz-Maltino, mas erros cruciais fizeram o Galo fazer dois gols nos acréscimos, virar para 3 a 2 e garantir a ida para a final diante do Flamengo. O treinador comentou sobre o jogo em entrevista coletiva após a eliminação e lembrou que esse momento complicado serve de lição para o futuro, sem perder a essência do trabalho.

- Na vitória, às vezes mascaramos algumas coisas. E na derrota ficam claras. Faltando dois minutos, um escanteio a nosso favor, a equipe subiu toda para fazer mais um gol e esqueceu o regulamento. Não tinha necessidade faltando dois minutos. Isso mostra que faltou experiência. Mas não vamos crucificar ninguém. Saímos daqui tristes, mas que sirva de lição para crescer aqui no trabalho que fazemos aqui no Vasco - afirmou o treinador do Vasco em entrevista coletiva após a partida antes de completar:

- Quero agradecer a presença da torcida vascaína, atenderam o apelo e foram importantes durante o jogo. O atleta que quer jogar profissionalmente no Vasco tem que saber jogar com estádio cheio. A base serve para o atleta se formar como todo, não apenas passe e fundamento. Na história do Vasco nunca vi São Januário cheio como no jogo de hoje, estou aqui há 19 anos. A torcida perto dá uma força incrível aos atletas.

Crias das categorias de base, Douglas e Mateus Vital assistiram ao jogo dos companheiros - os jogadores que estavam em campo são da mesma geração da dupla hoje no profissional. No fim, após a eliminação, os dois foram ao vestiário apoiar os amigos. O treinador comentou sobre esse momento.

- Douglas e Mateus Vital estavam presentes no vestiário, têm um laço grande com a geração, são companheiros que acompanham desde o infantil. Qualquer palavra que for dita nesse momento conforta, mas não justifica nada. Cabe a nós, mais experientes, mostrarmos a realidade do futebol para eles. Se para nós é dolorido, imagina o pessoal do PSG que sofreu a virada e ganham milhões?

Marcus Alexandre destacou ainda que o trabalho na base vai seguir com entrosamento com o profissional do técnico Milton Mendes - ele também esteve em São Januário para assistir a partida.

- Fazemos um planejamento junto com o profissional do aproveitamento desses atletas. Vamos sentar para ver o projeto para caminharmos da melhor forma. Temos um entrosamento muito bom entre o adulto e a base. Não entramos para a história da maneira como gostaríamos. Mas estatísticas estão aí para serem quebradas. Não podemos achar que está bom. Campeonato que vem temos que buscar a final. E assim sucessivamente. Faz parte da formação do atleta fazer um atleta vencedor.

O treinador do sub-20 do Vasco também falou sobre o gol feito por Hugo Borges, que retornou de lesão na semifinal e fez um golaço do meio de campo.

- O Hugo Borges estamos fazendo um trabalho junto ao Caprres, esteve entregue nesse período de recuperação e podia jogar apenas 20 minutos. Essa volta dele foi boa, o cenário estava todo pra ele com o golaço no meio de campo, mas infelizmente... O futebol é isso, vive de personagens e histórias - finalizou o comandante.

O sub-20 do Vasco agora volta as atenções para a Taça Rio da categoria. No sábado, pela quinta rodada, a equipe visita o Madureira às 10h no Aniceto Moscoso. O Cruz-Maltino, vale lembrar, foi o campeão da Taça Guanabara.

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