Elano confirma mudanças no Santos e promete cobrança por igual

Em apenas dois dias de treinamento como interino, Elano já fez mudanças significativas no Santos que encara o Botafogo, nesta quarta-feira, às 21h, no Pacaembu, pelo Brasileirão. Após a primeira atividade em campo, duas mudanças ocorreram: as entradas de Matheus Ribeiro na lateral esquerda e de Vecchio no meio, nos lugares de Copete e Vladimir Hernández.

Sobre as mudanças drásticas, o auxiliar demonstrou confiança.

- Escalei o Vecchio porque ele encaixa naquilo que eu penso. Foi como minha conversa com o Jorginho na Seleção. Tenho minhas ideias e acho que o Vecchio se encaixa naquilo que eu gosto. Acho que o Vecchio merece, assim como Arthur. Todos de beirada tiveram oportunidade, acho que o Arthur merece e ele está escalado.

- Não posso abrir mão de muitas coisas boas que o Dorival fez, mas sou um cara de personalidade. Não sou o treinador do Santos o ano inteiro, mas nesse momento eu sou e tenho que colocar o que eu acho que vai ser bom, ainda mais conhecendo o grupo. Toda a situação ou movimento, se não ganha, é prejudicial. O que serve para o jogo é o que estou fazendo, é o que eu acho. Se vier outro treinador, ele terá a sua maneira e eu colocarei os pontos positivos e negativos para ele - disse Elano na véspera da partida.

O Peixe vai a campo com: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Matheus Ribeiro; Renato, Thiago Maia e Vecchio; Vitor Bueno, Arthur Gomes e Kayke (Ricardo Oliveira).

O camisa 9 é dúvida por causa de dores no tornozelo direito, enquanto Bruno Henrique está suspenso por ter levado cartão vermelho.

Sobre a liberdade para cobrar os jogadores, já que era atleta até o ano passado, Elano disse que terá total autonomia para tal e promete que o fará em busca de retomar o caminho das vitórias.

- Eu tenho liberdade pra entrar no vestiário, não entro porque não faço parte do ambiente, se eu tiver que entrar para conversar e chamar para jantar, eu vou entrar. Não vou deixar de cobrar o Renato porque sou amigo há 20 anos. Mas a amizade é o mínimo que eu tenho que tentar conquistar.

- Jogando bem ou mal, tem que ganhar. E é esse o jogo. É como uma final, não é jogar bem ou mal, é ser campeão. Temos que por o coração, trazer o torcedor, pedir o apoio no Pacaembu. E nós, dentro do campo, a frente dessa rapaziada do bem, buscar a vitória. Nada mais importa - concluiu.

Uma reunião ainda nesta terça-feira pode definir a contratação de Levir Culpi para o Santos. Se isso acontecer, ele deverá comandar o time no domingo, contra o Atlético-PR, às 19h, em Curitiba.

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