"Bob Marley corintiano" ganha dicas para jogar na lateral contra Vasco

  • Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

A vida de Paulo Roberto da Silva mudou completamente em 2017, e ele mesmo concorda com a afirmação. "É um ano de realizações", diz. Primeiro, a notícia de que jogaria por pelo menos uma temporada no Corinthians. Depois, a segunda gravidez da esposa Bárbara. E então ainda vieram a participação na final do Campeonato Paulista e agora a perspectiva de uma sequência de três jogos como titular sob o comando do técnico Fábio Carille.

Aos 30 anos, em boa fase pessoal e profissional, o camisa 2 descobriu sua versatilidade e jogará como lateral direito durante a ausência de Fagner, que está com a seleção brasileira, e Léo Príncipe, que trata uma lesão. Na véspera da "estreia" na nova posição, contra o Vasco, o volante atendeu o LANCE! e falou mais sobre sua preparação para este desafio. E muito mais...

"Eu fico muito feliz por ser titular do Corinthians, mesmo não sendo minha posição. Uma sequência é tudo que eu precisava e pretendo ajudar da melhor maneira possível. Estou muito feliz, venho treinando há duas semanas e tenho certeza que vou dar conta do recado", diz Paulo Roberto, que contou com três ajudas principais na sua preparação: orientações de Carille, observação de vídeos de Fagner e conselhos de Fabinho, ex-volante e hoje auxiliar técnico do Corinthians.

"Ele era volante e jogou de lateral em alguns momentos da carreira, então me ajudou muito nisso. Porque quando a bola está do lado contrário você tem que fechar a linha de quatro, mas não fechar tanto como o volante fecha. É uma dificuldade que eu estava tendo, estava muito junto com o zagueiro e tenho que fechar, mas não tanto. Como sou volante é uma coisa meio que tendenciosa eu fazer. Então o Fabinho me deu muitos toques, facilitou muito o jogo para mim. Não é à toa que fui escolhido para a posição. Já estudei, agora falta a prova", brinca o otimista volante, apelidado nos bastidores de "Bob Marley do Timão".

Mudança de visual causou "racha" com Kazim

Recentemente, Paulo Roberto passou por uma mudança importante no visual: abandonou o corte de cabelo comportado e apostou em dreadlocks, no estilo rastafári. Como não poderia deixar de ser, o assunto virou zoeira nos bastidores do Corinthians e rendeu vários apelidos ao volante recém-chegado: Bob Marley, Davids, Tinga... Depois de alguns dias, todos se acostumaram com a novidade. Mas Paulo não esqueceu de uma zoeira em especial.

"Eu não cortei porque tive bastante personalidade, porque as brincadeiras foram pesadas. Fellipe Bastos zoou, Balbuena... muitos. O Kazim é de família rasta, então achei que fosse um cara que ficaria do meu lado, mas ele ficou contra mim. Nem ele perdoou, me zoou muito", diz Paulo Roberto, que agora vê tudo com mais bom humor.

"Foram brincadeiras bacanas, um momento em que fiquei um pouco envergonhado, mas hoje está tranquilo. Foram brincadeiras válidas, sadias. Até porque tem penteado muito mais feio que o meu... Olha o Marciel, o Moisés, corte indefinido, o Camacho, que corta o cabelo a cada três meses, nunca vi isso. Nosso grupo é muito bacana por isso, a gente sabe brincar e receber brincadeira, não tem melindre, e isso deixa o nosso grupo forte", disse.

Plano é de aumentar a família com adoção

Paulo Roberto já é pai de Valentina, de dois anos e meio, e espera Liz, que tem seis meses de gestação. Antes da primeira filha nascer, enquanto ele e a esposa Bárbara enfrentavam dificuldades para engravidar, o casal decidiu que adotaria uma criança órfã. Eles chegaram a visitar um orfanato em Florianópolis, onde residiam, mas pouco depois a mulher conseguiu engravidar e eles se dedicaram à gestação de Valentina. Agora, veio Liz. Mas o plano não foi esquecido.

"Sempre quisemos ter uma criança adotada na nossa família e isso em algum momento vai acontecer. Quando minha segunda filha tiver uns três ou quatro anos, pensamos em adotar, sim. Talvez até antes", explica o jogador, que tem lembranças ao mesmo tempo duras e felizes da visita ao orfanato.

"As crianças estão ali para serem escolhidas e você vê a alegria quando veem você entrando para levar um brinquedo ou mesmo dar um abraço. Quando você vai embora e as crianças percebem que não serão levadas, que não vão com você, é triste, porque elas começam a chorar e você fala que vai embora, mas fica mais um pouco. É delicado, porque você não está indo num comércio escolher um produto, você está tratando com crianças. Mas quem tiver oportunidade, poder, de ir lá e adotar uma criança é bacana. Mesmo que seja só visitar um orfanato... porque essas crianças precisam de carinho, é legal você ir lá dar um abraço, levar um presente. Quando você está lá é alegria total", disse.

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