Hoje no Sport e rival na 4ª, Osvaldo espera voltar ao São Paulo um dia

  • Clélio Tomaz/AGIF

Nesta quarta-feira, na Ilha do Retiro, o São Paulo e Rogério Ceni terão como adversário um atacante cheio de admiração. Osvaldo, destaque da conquista da Copa Sul-Americana de 2012 pelo time tricolor, sonha em voltar ao Morumbi e chegou a conversar sobre a possibilidade com o técnico antes de acertar com o Sport.

Hoje com 30 anos, o atacante não esquece das três temporadas em que defendeu o São Paulo, quando chegou a ser chamado de "Cristiano Osvaldo", em alusão ao português Cristiano Ronaldo. Deixou o clube em janeiro de 2015, vendido ao Al-Ahli, da Arábia Saudita, por R$ 12 milhões, e acredita que só agora, no Sport, reencontra o futebol que o levou à Seleção, em 2013.

"Até hoje tem torcedor do São Paulo que me fala: 'e aí, Cristiano Osvaldo, quando vai voltar?' Fico feliz por ter passado pelo clube e deixado uma história legal. Conversei com o Rogério em janeiro, mas o São Paulo já tinha feito contratações na minha posição e não teve brecha. Espero ter deixado uma porta aberta para voltar", disse Osvaldo, em entrevista exclusiva ao LANCE!

Ele deixou o São Paulo com 161 jogos e 20 gols. Ficou apenas seis meses na Arábia Saudita e ficou menos de dois anos no Fluminense, com 161 jogos e 20 gols pelo clube. Em janeiro, não encontrou espaço no clube do Morumbi, que tinha acabado de trazer nomes para sua posição como Neilton e Wellington Nem. Acertou com o Sport para o Brasileiro e esperar provar seu valor novamente.

Confira a entrevista com Osvaldo:

Qual é a expectativa para enfrentar o São Paulo?
Independentemente do adversário, minha expectativa é sempre jogar bem e fazer o melhor para o Sport, que é o clube que estou defendendo. Tenho um carinho muito grande pelo São Paulo, onde deixei grandes amigos e conquistei o título da Sul-Americana. Essa história não se apaga nunca. Mas espero fazer o melhor pela minha equipe.

Vai comemorar se fizer gol?
Vou comemorar normalmente. Sem menosprezar nem provocar porque, se eu provocar, acabarei deixando uma mancha que não quero na minha história com o São Paulo. Mas quero comemorar o gol normalmente pela minha equipe.

A melhor fase da sua carreira foi no São Paulo? Você chegou a ser chamado de Cristiano Osvaldo...
Tive outros grandes momentos, como no Fortaleza e no Ceará, mas no São Paulo, por ser uma equipe conhecida mundialmente, tive um destaque maior. A torcida me deu esse apelido carinhoso de Cristiano Osvaldo, sem fazer qualquer comparação com o Cristiano Ronaldo, e guardo isso com carinho. Até hoje tem torcedor do São Paulo que me fala: 'e aí, Cristiano Osvaldo, quando vai voltar?' Fico feliz por ter passado pelo clube e deixado uma história legal. Foi no São Paulo que mantive a regularidade depois do título da Sul-Americana e realizei o sonho de ir à Seleção em 2013.

O Rogério Ceni conversou com você para trazê-lo de volta?
Em janeiro, dei parabéns a ele pela volta ao São Paulo e conversamos. Tenho uma relação muito boa com ele. Mas o São Paulo já tinha feito contratações na minha posição e não teve brecha. Fico tranquilo. Espero, quem sabe um dia, voltar a trabalhar com ele, que é um ídolo meu e do futebol brasileiro e mundial.

Você deseja voltar já para o São Paulo?
Quero fazer um bom trabalho com o Sport, com quem tenho contrato até dezembro. E agradeço o Sport pelo apoio que vem me dando. Quem sabe, se eu continuar jogando e voltar a ser o jogador que fui no Ceará e no São Paulo, não posso renovar com o Sport ou ir para outro clube?

No Sport, você foi titular em todas as seis rodadas do Brasileiro e fez um gol, contra o Flamengo, na semana passada.

Estou tendo a sequência de jogos que eu buscava no Fluminense e, infelizmente, não tive. O Sport me abriu as portas e venho buscando melhorar. Tenho mostrado um bom futebol e espero terminar o ano bem, com o Sport atingindo os objetivos que traçamos.

Como é trabalhar com o Vanderlei Luxemburgo?
Está sendo bom. É um cara de nome, o maior vencedor do futebol brasileiro. É uma referência muito boa.

No São Paulo, o Emerson Leão chegou a dizer que você não gostava de treinar...
Isso, na época, me deixou triste, porque sempre busquei treinar. Depois que ele saiu, treinei muito forte, finalização e todos os fundamentos, e iniciei uma passagem muito boa pelo clube. Melhorei tanto na finalização que tive a minha melhor marca em uma temporada, com 11 gols em 2012. Mas estou mais maduro e procuro me cuidar. A idade chega para todos, não sou mais tão novo. Só que me sinto como se tivesse 20, 21 anos.

O que o Luxemburgo está preparando para quarta-feira?
Ele tem procurado criar uma identidade, implantar o trabalho dele. Tem pouco tempo, mas sempre dedica uns 20 minutos para a parte tática e vem fortalecendo a identidade do Sport. Esperamos surpreender o São Paulo usando o que é sempre nosso fator positivo: jogar em casa.

Vocês ainda colhem os frutos da vitória sobre o Flamengo, na quarta-feira, com gol seu?
O Campeonato Brasileiro não te dá tempo para comemorar, tanto que já perdemos do Vasco. E também não temos tempo para lamentar isso. O Brasileiro é assim, com jogo atrás de jogo. Estamos trabalhando para colocar o Sport no G-6 e classificar o clube para a Libertadores. Para isso, queremos fazer um grande jogo nesta quarta-feira.

Imagino que dará um abraço no Rogério Ceni.
Já conversei com amigos que tenho no São Paulo que vou no vestiário depois do jogo. O Rogério foi um dos caras que mais me incentivou a sair do Ceará para ir ao São Paulo e só tenho a agradecer por tudo que ele fez por mim. Foram três anos muito positivos. Espero ter deixado uma porta aberta para voltar.

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