Ceni admite que queria mais do time e só espera reforços vindos do Reffis

O São Paulo somou nesta quarta-feira, na Ilha do Retiro, seu primeiro ponto como visitante no Campeonato Brasileiro. Mas Rogério Ceni, com uma vaga na Libertadores como meta, queria mais. Só não conta com reforços, mesmo com a diretoria avançando em negociações para contratar o zagueiro equatoriano Arboleda e o volante Petros, por exemplo.

- Primeiro, vivo mais a expectativa de jogadores importantes que estão no departamento médico. Vivemos a realidade do momento. Sentimos falta do Luiz Araújo, mas o clube tem necessidades financeiras. Se queremos ser campeões, precisamos tentar manter jogadores - disse o técnico.

Para esta quarta, além do zagueiro Rodrigo Caio e o meia Cueva, que estavam a serviço de suas seleções, Ceni não pôde contar com o goleiro Denis, os laterais Bruno e Buffarini, os volantes Araruna e Thiago Mendes e o atacante Maicosuel, todos com problemas físicos. Sem contar o volante João Schmidt, que sai no fim do mês para Atalanta, e o atacante Morato, que operou o joelho direito e só volta no fim do ano.

Em meio a tantos desfalques, o treinador ainda lida com o temor de quem pode sair. Mas se valoriza por aproveitar as categorias de base.

- Temos de valorizar, por exemplo, o Junior Tavares, que ninguém via. Cogitam 7, 8, 9 milhões de euros por ele. Não é o momento para vendê-lo, mas olha a valorização. Só que não é do dia para noite, por exemplo, que o Maicosuel vai substituir o Luiz Araújo. E metade do elenco vem da base. Se não fosse um treinador olhando para a base, seria uma situação muito difícil para o São Paulo. Olho o campo, o lado da diretoria e entendo o momento. E não vou criticar o elenco.

Entendendo quem tem à disposição, Rogério Ceni esperava mais. Em quatro partidas fora de casa, acumulou derrotas para Cruzeiro, Ponte Preta e Corinthians e ficou no 0 a 0 diante do Sport nesta quarta-feira. Os 100% de aproveitamento no Morumbi, contra Avaí, Palmeiras e Vitória, não têm sido suficientes para o time se firmar no G-6.

- O time está um pouco abaixo do que eu imaginava. Quem quer brigar por título precisa somar quatro pontos a cada dois jogos, dez pontos a cada cinco rodadas. Precisamos vencer o Atlético-MG no domingo e, mesmo assim, estaremos atrás do que o planejado para buscar algo melhor. Mas é um campeonato imprevisível.

Confira outros temas abordados por Rogério Ceni na entrevista coletiva depois do 0 a 0 na Ilha do Retiro:

0 a 0 contra Sport

Era bem possível ter saído com a vitória. O que me deixa triste é que as derrotas que somamos fora de casa foram resultados que poderiam ter sido evitados. Erramos muito. O jogo de hoje foi aquele em que tivemos mais próximos da vitória de todos que jogamos fora

Jogo contra o Atlético-MG

Não tem jogo fácil. O Atlético-GO estava lá em baixo na tabela e já saiu da zona de rebaixamento, por exemplo. O Atlético-PR venceu o Atlético-MG com um a menos no segundo tempo. Cada jogo tem uma história. Esse campeonato é completamente imprevisível, não tem um jogo em que você consegue cravar quem vai vencer a partida. A cada rodada, uma nova descoberta

Recuperar pontos em casa

Jogo contra o Atlético-MG é fundamental. Nosso aproveitamento fora de casa é muito baixo, 8% mais ou menos de pontuação, e 100% em casa. O Atlético-MG é bom, competitivo, com muitos jogadores como Robinho, Fred, Victor, um time muito bom com um ótimo treinador como o Roger, Mas o torcedor tem de nos apoiar e precisamos dar um jeito de ganhar três pontos para, depois, em um lugar em que eu não costumava ganhar muito como goleiro, brigar com Autuori e Eduardo Baptista (na casa do Atlético-PR).

Marcinho

Pessoalmente, escolhi o Marcinho. Foi muito bem contra a gente no São Bernardo e eu mesmo colhi informações dele. Foi a contratação mais pessoal. Bom jogador e caráter. Lógico que gosto dele na última linha, mas não tenho ninguém para a direita e ele vem colaborando. Acho que o São Paulo deveria comprá-lo. Cravo quase 100% que o São Paulo vai comprá-lo. Será uma aquisição muito bacana.

Centurión

Todos os jogadores do São Paulo são importantes e devem ser valorizados, principalmente pelo que ele custou ao São Paulo. Se voltar, vamos tentar utilizá-lo do melhor jeito possível. É uma peça importante, com um valor de mercado grande. Foi muito bem no Boca. Teve deslizes, mas, dentro de campo, jogou um bom futebol. E é um patrimônio, temos de cuidar.

Magrão

Joguei muito contra o Magrão, até um São Paulo x Rio Branco em 1997 ou 1998, e, com ele no Sport, várias outras vezes. Ele se mantém bem aos 40 anos. Por mais dois, três anos, o Sport está muito bem servido. Encontrei o Gilberto, meu companheiro em 1993. Todos ficam velhos e só eu envelheço. Mas o Magrão está bem e fez uma grande defesa no fim.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos