Organização russa descarta problema com ingressos, obras e gramados

Nesta sexta-feira, o presidente do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2018, , Vitaly Mutko, e a secretária-geral da Fifa, Fatma Samoura, garantiram que a estrutura da Rússia para a Copa das Confederações está pronta. A competição começa neste sábado, quando os anfitriões encaram a Nova Zelândia em São Petersburgo.

O país, porém, vive sobre desconfiança com os métodos e a organização para o Mundial no ano que vem. Isso porque sofreram com a baixa procura pelos ingressos, as críticas sobre os gramados, principalmente da Arena Zenit, e as denúncias de exploração dos operários das obras.

- Tudo está pronto para recebermos os torcedores e jogadores. Não estou me referindo apenas à infraestrutura, mas a tudo. Podemos dizer que estamos totalmente prontos para o campeonato. Tudo está funcionando. Fizemos o possível para garantir a segurança de todos - disse Mutko.

- Todos os detalhes técnicos foram resolvidos, podemos dizer isso 24 horas antes do início da competição. Devemos ter a melhor Copa das Confederações de todas - completou Samoura.

Uma das questões mais graves levantadas partiu de um relatório da ONG Human Rights Watch (HRW), que fazia a exposição das más condições de trabalho dos operários nas construções dos estádios, tanto na Rússia quanto no Catar. Alexey Sorokin, CEO do COL, negou as informações.

- O COL e a Fifa monitoram as condições dos operários há alguns anos. Não podemos confirmar a posição da HRW. Fizemos mais de 70 inspeções nos estádios, as condições foram monitoradas e não vimos nada que infringia ou sinais negativos que poderíamos usar na nossa lista de observação. As inspeções são feitas por institutos especializados, de segurança do trabalho, e temos mais de 100 empresas contratadas. Não confirmamos essa informação - afirmou.

Outra questão levantada foi com relação ao gramado da Arena Zenit. O estádio, que demorou dez anos para ficar pronto, custou, segundo osdados oficiais do governo, cerca de R$ 2,3 bilhões (já a imprensa europeia fala em até R$ 4,9 bilhões). O campo sofreu reclamações dos jogadores do Zenit na inauguração e precisou ser trocado. Outra polêmica foi com relação à tecnologia "sliding field", em que o campo pode sair do estádio para pegar sol fora, que não está sendo utilizada.

- O estádio está pronto, tudo foi feito. Depois do torneio, será usado pelo Zenit, que vai jogar aqui e preservar a infraestrutura. Sobre o campo, nós faremos a decisão depois, as recomendações já foram dadas, há certos detalhes a resolver porque há uma infraestrutura temporária que tem ser mantida ao redor do estádio. Eu gostaria de ver todo o sistema construído funcionando, teremos que ver após como vai ser - disse Mutko.

Por fim, os organizadores negaram que haja problemas com a venda de ingressos, que mal chegou aos 70%. Para eles, o interesse dos torcedores russos irá crescer ao longo da competição.

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