Jean Mota supera drama, se firma no Santos e faz sombra a Zeca

Tudo é novo para Levir Culpi no Santos. Tirando um nome mais conhecido ou outro, como Lucas Lima, Vanderlei, Renato, Ricardo Oliveira e outros, a maioria do elenco é desconhecida para o treinador. Por isso, começar de novo virou a esperança para muitos jogadores do Peixe, principalmente para Jean Mota.

Titular do Alvinegro neste sábado, contra a Ponte Preta, ás 21h, no Pacaembu, pela 8ª rodada do Brasileirão, Jean Mota se apresenta como lateral-esquerdo. Tudo para convencer Levir Culpi de que pode sim ser o dono da posição, já que Zeca está lesionado e pode perdes espaço com o novo chefe.

- Hoje, sou lateral. É a função que faço. Se olharem para a lateral esquerda, vão ver o Jean Mota. Não me converti, ainda sou meia, até porque, se tiver uma chance no meio, vou querer. Mas é a oportunidade que estou tendo e quero aproveitar. Por enquanto a chance é na lateral e quero me firmar - diz, em entrevista ao LANCE!.

Mas nem só de esperanças foram os últimos seis meses para o camisa 39. Foi preciso tirar forças de onde não tinha para seguir em busca de uma chance. E olha que Jean está acostumado a esperar, já que enfrentou o desemprego na breve carreira como jogador de futebol.

Mas em 2017 ele viveu o pior drama de sua vida. A esposa, grávida de três meses, não teve condições de saúde para concluir a gestação de três meses. E tudo isso aconteceu quando Jean Mota enfim tinha conseguido uma chance de jogar.

- Eu fui para o jogo contra o Novorizontino sabendo que minha noiva estava no hospital. Eu era titular. Entrei sabendo, mas procurei não pensar. Fiz o jogo e fui direto para o hospital e fiquei a noite toda lá. Ela ficou internada e não pude treinar - comenta.

Passado o pior, o momento é da busca por um novo caminho. Seja como marido ou lateral-esquerdo, a ambição está com ele.

BATE-BOLA COM JEAN MOTA, LATERAL-ESQUERDO E MEIA DO PEIXE

O nome do Zeca é um dos mais comentados para ser vendido no meio do ano. Se vê pronto para substituir ele ou até para pegar a vaga?

Aqui é um clube grande, sempre vai ter briga por posição. É bom para o treinador ver a qualidade do elenco. Vamos sempre brigar pela posição.

Como foi a conversa com o Levir Culpi sobre você?

O Levir teve pouco tempo para trabalhar. Disse que não ia mudar muito o time e eu estava na lateral já com o Elano. Na preleção ele falou que eu era meia mas me deu continuidade.

Como se recuperou do drama que viveu em relação ao seu filho?

São coisas que acontecem que a gente não entende. Fiquei triste, mas procurei me firmar. Tudo tem um propósito, se aconteceu assim, Deus quis. Fiquei abalado, sim. Procurei dar suporte para minha noiva e procurei não deixar isso entrar em campo. Eu não estava tendo oportunidades em campo, mas não quis misturar as coisas. Tentava sair alegre daqui para levar alegria para a casa.

Uma das diferenças com a sua entrada foi a bola parada. Você assumiu essa condição junto com o Lucas Lima. Como decide quem bate a falta?

O Levir, nos treinamentos, me deu confiança para treinar faltas. Eu vinha treinando isso, mas nesse ano não estava tendo oportunidades. Converso com o Lucas Lima em campo, tem lugares que ele tem mais facilidade para colocar a bola na área O chute dele é mais colocado, o meu, mais forte. No primeiro pau, a minha batida é mais forte, melhor, a dele é mais viajada, para o segundo pau.

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