Cueva está próximo de ganhar mais uma "sombra" no São Paulo

  • Ronny Santos/Folhapress

Christian Cueva começou o ano justificando a camisa 10 que recebeu para a temporada: até março, fez sete gols, deu quatro assistências, ganhou aumento e renovou seu contrato com o São Paulo até junho de 2021. Mas, desde então, seu rendimento caiu drasticamente. São oito jogos sem marcar ou dar passe para gol, em três meses. Nesta quarta-feira, às 21h45, contra o Atlético-PR, em Curitiba, ele tem mais uma chance de provar sua qualidade enquanto outro concorrente não chega.

Ainda em março, quando Rogério Ceni queixou-se de não ter opções nas ausências de Cueva, a diretoria trouxe Thomaz, que estava no Jorge Wilstermann, da Bolívia. Agora, a nova sombra ao peruano deve ser Jonathan Gómez, meia argentino do Independiente Santa Fe, da Colômbia, que está com acordo bem encaminhado.

É mais uma tentativa de ter uma opção mais forte no setor ofensivo, seja no lugar de Cueva ou acordando o camisa 10. O peruano, atualmente, está longe de ser o craque que era no começo da temporada e, na vitória sobre o Avaí, há um mês, chegou a ouvir vaias da torcida no Morumbi.

Os números comprovam como o meia não é mais o mesmo. Nos primeiros 11 jogos oficiais da temporada, foram sete gols e quatro assistências. A última vez em que balançou as redes foi no empate por 1 a 1 diante do Ituano, pelo Campeonato Paulista, em 18 de março. Uma partida que marca o começo uma má fase que passou a acompanhá-lo seguidamente.

Após aquele jogo, foi para a seleção e voltou com lesão na coxa esquerda. Só voltou a atuar na primeira semifinal do Paulistão, quando o time perdeu por 2 a 0 para o Corinthians, em 16 de abril. Não foi bem e pensava-se que o problema era físico, mas Cueva nunca mais agradou e teve até azar, como ao ser vetado do jogo contra a Ponte Preta, em 4 de junho, porque o departamento médico usou nele um spray com substância que poderia apontar doping.

Na tentativa de retomar o futebol do peruano, a comissão técnica chegou a lhe preparar uma atividade particular, em busca de melhor forma física. E há consenso de que não é falta de vontade: ele tem se esforçado nos treinos e, na derrota de domingo para o Atlético-MG, por exemplo, o meia irritou-se com erros próprios e do time, mas pouco ajudou.

Seja qual for a explicação para Cueva não render mais, o São Paulo busca soluções. Se Thomaz vem sendo último como 12º jogador, Jonathan Gómez pode ser o meia que transita entre um dos lados e o centro do campo, como gosta Ceni. Ou pode, enfim, fazer o peruano acordar. É para uma dessas opções que a diretoria buscou o argentino.

 

 

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