Livro com crônicas faz homenagem ao centenário de João Saldanha

Figura histórica no futebol brasileiro, o ex-técnico e cronista esportivo João Saldanha completaria 100 anos no próximo dia 3 de julho. Em sua homenagem, será lançado o livro "As 100 melhores crônicas de João Saldanha comentadas" (LivrosdeFutebol), organizado pelo editor César Oliveira, com comentários seus, em parceria com o pesquisador Alexandre Mesquita e o empresário e professor Marcelo Guimarães. O coquetel de lançamento do livro acontecerá no dia 3 de julho, a partir das 19h00, no Restaurante Nanquim (Rua Jardim Botânico, 644, no Rio de Janeiro)

- Nasci fã do João, herança paterna. Passei minha infância, adolescência e Juventude, sintonizado em suas visões e opiniões. Na verdade Saldanha falava do Brasil, todas suas forças e mazelas, através do futebol. Comentar suas crônicas foi um enorme prazer - ressaltou Marcelo Guimarães professor e sócio da Vértice Marketing, empresa que estruturou todo o projeto corporativo que viabilizou a obra e criou e gerencia da fanpage do projeto.

A capa foi criada pelo designer e também sócio da Vértice Marketing, Pedro Padilha, e as crônicas foram selecionadas após a leitura de todo o acervo disponível sobre João Saldanha entre 1960 e 1990, do jornal Última Hora, passando pelo O Globo, Placar, até o Jornal do Brasil. De fora apenas o período de 1966 até 1970, reunidas por Raul Milliet no livro "Vida que segue" (Nova Fronteira). As 100 melhores crônicas de João Saldanha comentadas estão divididas em quatro capítulos com temas centrais: futebol, Seleção Brasileira, Botafogo e a zona do agrião - termo criado pelo jornalista em referência à grande área dos gramados -, que trata de assuntos gerais.

O editor Cesar Oliveira conta que não houve preocupação com o ineditismo das obras reunidas, pois o conceito era trazer aos leitores o que melhor expressasse os pensamentos que Saldanha comumente debatia, como a necessidade de respeito aos jogadores de futebol e a organização do calendário, permitindo o profissionalismo do esporte. Para Cesar, João Saldanha estava à frente do seu tempo. Tanto que, em 1962, escreveu "Futebol e samba", onde apontava que faltava para a festa popular um grande palco, seu equivalente ao Maracanã. Em 1984, foi fundado o Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

- Quem foi seu contemporâneo, não esquece, mas as gerações seguintes pouco ouviram falar do João Sem Medo e os mais jovens nunca o leram. Este livro, mais do que uma homenagem, é necessário para a memória do futebol e é uma lembrança da possibilidade de fazer jornalismos esportivo de qualidade, sendo torcedor, sem perder a clareza de avaliação e a precisão com as palavras. Contamos com todos no lançamento - finalizou Oliveira.

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