Realizado no Corinthians, Fagner foge de conselho para Arana sobre Europa

Jovem lateral revelado nas categorias de base, titularidade, proposta do futebol europeu... dez anos após ver Fagner sair precocemente do Corinthians rumo ao PSV (HOL), o torcedor alvinegro agora tem preocupação com a possibilidade de saída de Guilherme Arana, titular desde o início da temporada, em alta e assediado por clubes como Ajax (HOL), Bordeaux (FRA) e Bayer Leverkusen (ALE). Mais experiente e presente em 200 jogos do Corinthians ao longo dos últimos anos, o lateral-direito evitou conselhos ao lateral-esquerdo, mas deixou claro que vê os dois casos de modos distintos.

- Eu vejo situações diferentes no meu caso e dele, apesar de os dois terem sido formados no clube. Eu joguei muito menos no profissional, o Arana já vem desde 2014 entre os profissionais, 2015 atuando bastante, ano passado também e esse ano se firmou como grande jogador que vem sendo. Esses anos de profissional deram bagagem a ele para chegar a qualquer clube europeu preparado, com mentalidade de como se comportar. É difícil falar que não tem que ir ou tem que ir, é a escolha do atleta, o que é bom para o clube e para ele, uma série de fatores. Mas a gente espera que aconteça o que for melhor para ambos - disse Fagner, que respondeu logo depois se sua história serve de exemplo negativo sobre uma transferência cedo à Europa.

- Minha história é conhecida. Mas assim, o que eu digo hoje é que tanto o Maycon quanto o Arana tiveram mais participações como profissional do que eu. Na minha época foi outra situação, de término de contrato, com eles é diferente. Eu saí com apenas sete jogos, até você adquirir respeito e bagagem é diferente - completou o lateral-direito corintiano, satisfeito pela diretoria segurar jogadores em 2017, ao contrário do que ocorreu nos últimos anos.

- O Corinthians é um clube grande, que sempre vai estar disputando título. Quanto mais forte for o elenco para disputar título, é o que o jogador quer.

Revelado pelo Corinthians em 2007, Fagner atuou somente sete partidas até o fim do ano, quando foi negociado com o PSV. Depois, ele defendeu Vitória, Vasco e Wolfsburg até acertar o retorno ao Corinthians em 2014. Campeão brasileiro em 2015 e estadual neste ano, o camisa 23 completou 200 partidas no empate em 1 a 1 com o Patriotas, na Colômbia, pela Sul-Americana. Realizado profissionalmente, ele se vê no melhor momento da carreira.

- Eu me vejo muito feliz, realizado com tudo o que vem acontecendo, só tenho a agradecer pelas pessoas que estão ao meu lado, quem me ajudou no começo. Sem dúvida me sinto realizado, estou em casa, e a maneira de retribuir é buscar a evolução para estar sempre em alto nível - relatou o lateral, que já foi assediado por clubes internacionais e hoje não cogita transferência.

- É difícil falar do futuro, uma coisa que pode ou não acontecer. Estou muito feliz aqui, estou realizado profissionalmente e pessoalmente, perto da minha família, fui criado aqui. Se eu pudesse escolher um clube para me aposentar seria o Corinthians, onde comecei aos nove anos. Mas é muito cedo para isso. Hoje não penso no que pode acontecer amanhã, porque pode atrapalhar. Se eu ficar pensando daqui a 15, 30 dias, vou deixar de produzir.

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