Calor, multidão e rival pressionado: o que Palmeiras encontrará no Equador

  • Rodrigo Buendia/AFP Photo

    Barcelona de Guayaquil durante jogo contra o Botafogo na fase de grupos

    Barcelona de Guayaquil durante jogo contra o Botafogo na fase de grupos

Gigante de concreto em meio a muitas casas térreas e alguns poucos edifícios que não têm mais de três andares, o Estádio Monumental Banco Pichincha já é imponente visto de fora. De dentro, a casa do Barcelona de Guayaquil passa a impressão de ser ainda maior, já que o gramado está abaixo do nível da rua. São quase 60 mil lugares, e o clube espera que pelo menos 45 mil estejam ocupados no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, quarta-feira, contra o Palmeiras. Os ingressos custam entre 10 e 30 dólares (de R$ 33 a R$99).

Após seis horas de voo, o Palmeiras desembarcou em Guayaquil no fim da noite de segunda-feira e treinará no palco da partida nesta terça. O LANCE! se antecipou e fez o "reconhecimento" do estádio horas antes da chegada da delegação ao país.

Apesar da previsão de público otimista, a movimentação nas bilheterias era tímida na tarde desta segunda. O ambulante que vendia souvenirs do Barcelona quis saber se Felipe Melo já poderia jogar e se decepcionou ao saber que o volante ainda tem mais um jogo de gancho a cumprir, além de estar em recuperação de lesão. Em tempo: ele cobrava 3 dólares por um chaveirinho do Barcelona. Dependendo da simpatia do cliente, saíam dois por 4.

Dentro do estádio, funcionários faziam os últimos retoques no gramado - que parece estar bom - e nas arquibancadas. As que ficam atrás dos dois gols são quase coladas no campo, enquanto as laterais ficam próximas ao banco de reservas, embora separadas por um fosso. O Verdão sabe que terá um ambiente de muita pressão pela frente.

Na semana passada, um membro do CIP (Centro de Inteligência do Palmeiras) esteve no Monumental assistindo à vitória do Barcelona por 2 a 1 sobre o Emelec, em clássico pelo Campeonato Equatoriano. O uruguaio Jonatan Álvez, autor de 15 gols em 24 jogos neste ano, deixou sua marca. Olho nele!

Mas o fator casa não tem pesado tanto a favor do Barcelona, que só ganhou uma das três partidas como mandante na fase de grupos da Libertadores, contra o Atlético Nacional (2 a 1). Depois disso, o time empatou com o Botafogo (1 a 1) e perdeu feio para o Estudiantes (3 a 0). A classificação só veio porque os equatorianos venceram esses dois rivais fora de casa. Há dez dias, o Barcelona perdeu de virada para o Delfín, por 2 a 1, diante de sua torcida, resultado que acabou pesando para a classificação final da Etapa Inicial do Equatoriano.

O Delfín, clube bem mais modesto que o Barcelona, sagrou-se campeão invicto deste primeiro turno no último domingo, com uma rodada de antecedência, ao bater a LDU por 4 a 1 - o desempenho garante vaga na Libertadores do ano que vem. O Barcelona, que ainda tinha uma remota chance, jogou com reservas e perdeu por 2 a 1 para o Macará. Esse cenário pressiona a equipe e o técnico Guillermo Almada. A Libertadores é prioridade total em Guayaquil.

Outro fator a ser destacado é o tempo. Na chegada ao Equador, os jogadores do Palmeiras ainda estavam com os agasalhos que vestiram para espantar o frio de 11 graus que fazia em São Paulo, mas a noite estava bem abafada. O jogo começará às 19h45 do horário local (são duas horas a menos em relação ao Brasil), e estima-se que os termômetros estarão registrando cerca de 25 graus.

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