Eurico rebate PM e levanta precipitações sobre confusões no clássico

No dia seguinte da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro divulgar nota responsabilizando o Vasco pela revista dos torcedores na entrada de São Januário, por conta do número de bombas vistas no estádio no último sábado em clássico com o Flamengo durante a confusão generalizada na arquibancada, o presidente cruz-maltino Eurico Miranda aproveitou a tarde desta segunda-feira para rebater e levantar precipitações. Em entrevista coletiva, o mandatário enumerou pontos e destacou mais uma vez que a responsabilidade pela revista é da PM e não do clube.

- Quero fazer comentários sobre a precipitação que está acontecendo de todas as partes. Imprensa, PM, MP... Ninguém mais do que eu quer que as coisas sejam devidamente apuradas, investigadas. O julgamento antecipado normalmente induz ao erro. Desde já reafirmo algo, o Vasco não se exime de responsabilidade nenhuma. Mas não tem responsabilidade nenhuma sobre os fatos que ocorreram. Tudo o que foi solicitado foi feito. A PM justifica da maneira dela. Pode até nem fazer a revista alegando falta de contingente, mas é a responsável por essa revista. Quando pede que stewards façam, é ela quem supervisiona. Os portões de São Januário só abrem após a chegada da PM - disse.

Eurico Miranda também contestou a atuação dos policiais em São Januário:

- É maneira de proceder você de dentro do campo começar a atirar bombas para arquibancada indiscriminadamente? Essa é a maneira de reprimir? Eu condeno que se atire uma bomba de efeito moral indiscriminadamente. Isso está sendo apurado. Não vi nenhum conflito por torcidas, o que é normal em jogos. Mas a forma como reprimiu instigou o negócio a ficar generalizado. Vimos crianças aterrorizadas, com os olhos lacrimejando. Foi pelo conflito ou pela forma que a PM reprimiu? Claro que depois as coisas tomam outras proporções e chegaram onde chegaram. Nesses meus longos anos no futebol, eu realmente não tinha visto cenas como aquelas. Foram provocadas.

Por fim, Eurico Miranda destacou que caso sejam apurados abusos por parte de funcionários do Vasco, consequências serão tomadas, como a demissão sumária dos envolvidos.

- Se for investigado e provado, evidentemente que a demissão é sumária. Digo isso em defesa dos funcionários. Vamos dizer que 99,9% dos funcionários são de alta qualidade e não merecem ser atingidos com uma acusação dessas. Ao Vasco só interessa que sejam apurados os fatos. O Vasco vai até as últimas consequências na investigação. Se for apurado algo sobre funcionários, medidas drásticas serão tomadas. Se alguém participou direta ou indiretamente nesse conflito, será demitido. Não tenham dúvida - finalizou.

Representantes do Ministério Público e do Superior Tribunal de Justiça Desportiva devem entrar ainda nesta segunda-feira com denúncias contra o Vasco. São Januário corre o risco de ser interditado e o clube pode perder até dez mandos de campo no Campeonato Brasileiro, além de sofrer multa. Não há data confirmada para julgamentos.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos