Corinthians também tem seu Cuca e ele é essencial para o time. Conheça!

Cuca é considerado uma das "grandes armas" do Corinthians campeão paulista, líder do Brasileirão com nove pontos de vantagem em relação ao segundo colocado e que entra em campo nesta quarta-feira, contra o Palmeiras, para tentar ampliar os números e possivelmente terminar a rodada 16 pontos à frente de seu maior rival. Enquanto o palmeirense Cuca arma suas estratégias para acabar com a longa invencibilidade corintiana, é o Cuca do Timão quem ajuda o técnico Fábio Carille a definir as táticas por uma vitória no Allianz Parque. Sim, o Timão também tem seu próprio Cuca.

Anunciado pelo Corinthians como Leandro Silva, mas hoje tratado apenas pelo apelido que carregou ao longo da carreira no futebol, Cuca é um dos três auxiliares de Carille, ao lado de Osmar Loss e Fabinho. Ele trabalhava no Vila Nova quando atendeu ao chamado do amigo e passou a integrar a comissão técnica do Corinthians sob nova direção. Pouco avesso às entrevistas, ele é "apresentado" por Walmir Cruz, preparador físico que chegou junto com ele ao Corinthians em 2017.

- Ele é um cara bem tranquilo, centrado, que estuda bastante, tanto que esteve agora na última semana no curso de treinadores da CBF tirando sua licença B. O Cuca é introvertido, mas tem opiniões claras, é um cara do bem e uma das grandes armas do Corinthians em 2017 - enumera Walmir, ao LANCE!, antes de revelar o modo como Leandro é chamado pelos parceiros de comissão técnica: "Cuquinha do cavaco".

- Tem uma história de que ele uma vez queria aprender a tocar cavaquinho e não deixava ninguém dormir no lugar onde eles moravam porque ficava treinando cavaco, treinando, treinando... Eu acho que ele não aprendeu até hoje, porque colocamos o instrumento na mão dele e ele saiu correndo, não fez nada. Então a gente fica pegando no pé dele, que é o "Cuquinha do cavaco" - conta, entre gargalhadas, o preparador físico do Corinthians.

Cuca está presente no dia a dia do Corinthians auxiliando Fábio Carille na tomada de decisão sobre treinamentos, aproveitamento de jogadores, substituições, contratações e uma série de outros assuntos estratégicos, como observação de adversários e aperfeiçoamento de peças da equipe. O auxiliar tem atenção especial com a linha de meio-campo do Corinthians, enquanto Carille atua mais com os defensores e Osmar Loss com jogadores de ataque - Fabinho, o quarto homem, ainda se habitua às funções, pois tem só três meses na função. O "chefe" conhece o assistente de longa data.

- Em 1996 nos conhecemos no Coritiba. Depois nos encontramos no XV de Piracicaba em 1998 e em 2000 no Juventus. Nós concentrávamos juntos e decidimos que seguiríamos na área técnica. Aí eu parei em 2007, ele em 2009, e tivemos a oportunidade de começar juntos no Corinthians, uma grandiosidade. Eu falava com o Cuca quase todos os dias. No dia em que a diretoria do Corinthians me chamou eu já avisei que gostaria de trazer duas pessoas, o Cuca e o Walmir - conta Fábio Carille, responsável por espalhar a lenda do "Cuquinha do cavaco" entre a comissão técnica.

- Em 2000, jogando no Juventus, ele colocou na cabeça que queria tocar cavaquinho, mas foi um desastre. Foi um desaste (risos). Ele com certeza não nasceu para a música. Aí quando ele chegou ao Corinthians eu contei essa história para todo mundo e o apelido pegou. Essa história é verdadeira.

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