Herói há 3 anos, Götze supera doença rara e está perto de volta por cima

  • Alexander Hassenstein/Getty Images

O dia 13 de julho de 2014, há exatos três anos, poderia ser o mais especial na história da Seleção Brasileira. Não foi. No Maracanã, pela final da Copa do Mundo, estavam Alemanha, que havia eliminado o Brasil nas semifinais (melhor nem lembrar como) e Argentina, de Messi e companhia.

Durante os 90 minutos, nada de bola na rede. Chances desperdiçadas aqui, outras acolá, e o melhor foi guardado para a prorrogação. Nos minutos extras, vantagem para os germânicos, que contaram com um herói improvável. Ele atendia por Mario Götze, no campo desde o fim da segunda etapa.

Aos oito minutos da prorrogação, Mario, baixinho como o xará lendário dos games, foi atrás de sua Princesa naquela tarde: o gol do título. E anotou, depois de finalizar com precisão, após dominar no peito, contando, é claro, com ótima assistência de Luigi, ou melhor, de Schürrle.

Três anos depois, Götze, que imaginávamos que decolaria após o ato heroico, estacionou na carreira. Mesmo após levantar a taça do Mundial, o meia, que estava no Bayern de Munique, seguiu sem encontrar seu espaço na equipe bávara, comandada por Pep Guardiola à época.

Sobre o Bayern, cabe ressaltar que Götze chegou cercado de expectativas, em 2013, após brilhar com a camisa do rival Borussia Dortmund - onde foi revelado. Na temporada pós-Copa (2014/15), fez 15 gols em 48 jogos. Na seguinte, marcada diversas por lesões musculares, foi ainda mais discreto, quando pouco atuou: 21 jogos e seis gols marcados.

Em 2016, Mario Götze optou por "desfazer a traição" à torcida aurinegra, e, por uma quantia próxima aos 25 milhões de euros (R$ 89,7 milhões na cotação da época), retornou à sua origem ao assinar com o Dortmund até junho de 2020.

Abraçado por Reus, seu antigo-novo companheiro, o camisa 10, contudo, possuía números modestos - três gols e duas assistências em 24 partidas disputadas - até mergulhar em um pesadelo: sofrer de uma rara doença metabólica, conhecida como miopatia metabólica.

Constatada a doença, que pode ser genética ou adquirida, Götze foi afastado dos gramados em fevereiro para iniciar o tratamento. Seu último jogo se deu no dia 29 de janeiro, em empate por 1 a 1 contra o Mainz 05. O início da manifestação da miopatia pode estar relacionada ao crescente no número de lesões do jovem atleta, hoje aos 25 anos e pronto para dar a volta por cima.

Mas, afinal, o que é a miopatia? De acordo com o doutor Edmar Zanoteli, chefe do Grupo de Miopatias do Hospital das Clínicas de São Paulo, em entrevista ao portal da "RedeTV!", é uma doença muscular que deixa os membros fracos e doloridos, afetando a capacidade da fibra muscular em produzir energia suficiente para a contração muscular. Pode dificultar até a realização de atividades físicas cotidianas, como subir e descer escadas.

RETORNO PRÓXIMO

Felizmente, Götze está perto de retornar aos gramados. Há cerca de um semana, o jogador voltou a treinar com o elenco de Thomas Tuchel e, comovido, postou uma bela mensagem nas redes sociais, onde explicou seu tratamento e agradeceu aos fãs.

A expectativa (ainda que remota) é que Mario Götze volte a jogar na manhã deste sábado, quando o Dortmund será testado na excursão à Ásia, de pré-temporada. O desafio será diante do Urawa Red Diamonds (Japão). Na próxima terça, tem o poderoso Milan pela frente. Ao menos alguns minutos devem ser marcados pelo retorno da fera.

O futebol agradece - e ainda espera os melhores dias de Super Mario.

 

 

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