Moisés vê a ansiedade aumentar e diz qual a meta para volta ao Palmeiras

  • Divulgação/Palmeiras

Moisés vai completar no próximo dia 23 cinco meses da cirurgia que fez no joelho esquerdo. Já liberado do departamento médico, o camisa 10 começou nesta semana a fazer trabalhos com a preparação física. Cada vez mais perto do retorno, o meio-campista agora tem de lidar com a ansiedade cada vez maior para voltar a jogar.

Inicialmente, a previsão era de que Moisés estivesse recuperado apenas nove meses depois de romper dois ligamentos do joelho, mas sua meta é treinar com o grupo já no sexto mês. Com uma evolução bem acima do esperado, ele sonha em ficar com uma das duas vagas restantes do Verdão nas oitavas de final da Libertadores.

Dia 9 de agosto, o time enfrenta o Barcelona (ECU) no Allianz Parque e tem até 48h antes do confronto para inscrever dois novos atletas. Um deles deve ser Deyverson, reforço contratado para o ataque. Caso tudo ocorra como o planejado, Moisés quer pegar a outra vaga.

"É uma possibilidade e é um objetivo meu. Já deixei claro minha vontade de disputar a Libertadores, é uma vontade, um objetivo que eu tenho pessoal. Acredito, sim, que a segunda vaga pode ser minha, mas precisa ter cautela no momento, porque ainda não estou um jogador apto a jogar. Vamos trabalhando no dia a dia e torcer para ser inscrito, porque a vontade de disputar (a Libertadores) é enorme", disse Moisés, durante o lançamento da nova chuteira de sua fornecedora de material esportivo.

Além de sua recuperação, o camisa 10 falou sobre a repercussão da derrota para o Corinthians na Academia de Futebol. Veja abaixo a entrevista completa com o jogador do Palmeiras:

LANCE!: Já são cinco meses de recuperação e você está em um estágio bem avançado. Como está se sentindo?

Moisés: Estamos bem próximos (do fim da recuperação). Eu completo cinco meses de cirurgia agora no dia 23, então a gente está feliz pela evolução, pela forma que me sinto. Estou na parte de transição com os preparadores físicos, já não faço quase nada de fisioterapia e a confiança é grande de voltar bem. Tem de respeitar os limites do corpo, a parte médica, mas me sinto bem, o clube está feliz pela nossa recuperação.

Sua ideia é estar no começo de agosto treinando com o grupo?

Eu tenho uma consulta no fim do mês agora, e talvez depois disso me liberem um pouco mais para evoluir nos treinos. Eu acredito que em 20, 25 dias eu já vou estar treinando com o grupo. Vai depender muito do dia a dia, mas a preparação é essa. Vamos trabalhar para voltar o quanto antes, mas só vou voltar quando estiver 100%. Não quero ficar indo e voltando: vai para o campo, vai para o departamento médico. Temos de ter o cuidado para voltar na melhor forma física possível, que fica mais fácil de recuperar aquele futebol do ano passado.

Você brincou sobre ansiedade, como tem sido isso para se controlar?

É grande a ansiedade, porque eu sou aquele jogador muito participativo, que gosta de estar ajudando os companheiros. Ficar fora me deixa realmente triste, mas faz parte do futebol, tem de saber controlar. Eu brinco com o pessoal da fisio mesmo, pedindo "me libera". Mas sabendo que tem o tempo e eu tenho que controlar. Mas, cara, cada dia que vou no campo, calço a chuteira, chuto bola, fazendo mudanças de direção, ver cada dia mais próximo do retorno, não tem como. A ansiedade é normal, vamos sentir. Imagino prestes a ser convocado, escalado para um jogo. Cada etapa que a gente passa a ansiedade tende a aumentar, mas tenho controlado, e o Palmeiras tem um departamento de fisioterapia e preparadores físicos que sabem o que fazem e me dão a direção certa.

Como controla para a ansiedade não atrapalhar?

Tem que brigar com você mesmo, procurar entender os momentos, e eu não tento tirar a ansiedade, porque ela faz parte. Jogador tem que sentir a adrenalina. Não vejo alguém que gosta de jogar futebol não estar ansioso para voltar. Se eu não estivesse ansioso, tinha algo errado, deveria estar preocupado. Eu preciso é de ter sabedoria de não atropelar etapas. A ansiedade tem de existir. Enquanto a vontade e o querer de jogar futebol permanecer, sei que estou no caminho certo.

Qual é sua participação no dia a dia com o elenco enquanto se recupera?

Eu vou em todos os jogos aqui no Allianz, até para assistir, porque do estádio o jogo é totalmente diferente da TV. Quando acaba um jogo ou dia seguinte, chamo um ou outro jogador e passo aquilo que eu vi. Procuro conversar, orientar alguma situação que possa ter feito errado, algo que possa ajudar. Esta é minha participação no momento, mas quero mais. Quero estar mais próximo, dentro de campo, ajudando nos treinamentos e nos jogos.

E depois do Dérbi? A torcida e o Cuca sentiram bastante o resultado, como foi o pós-jogo no vestiário?

Todos sentiram, o vestiário realmente não foi bom depois, porque ninguém quer perder um Dérbi. Pela situação, pelo elenco, o time que tem o Palmeiras, você fica chateado, é normal. Estava no vestiário logo em seguida, participei da oração, dei minha palavra do que achava, dei força aos companheiros, e falei individualmente, inclusive sentei com o Zé (Roberto), com o Dudu, batemos um papo. O importante é que todos têm o desejo de dar a volta por cima logo. O querer é importante. O pior cenário seria se não tivesse esta vontade, esta sensação de todos estarem querendo virar a chave, que o Palmeiras jogue. A vontade os jogadores têm demonstrado. É que o time não encaixou, o entrosamento ideal não foi encontrado, e isto faz parte do futebol. Importante ver todos dentro do clube querendo mudar o cenário e loucos para ver o Palmeiras vitorioso novamente.

Vendo de fora, sabe por que o time ainda não encaixou?

Cara, o futebol. Se fosse fácil assim a gente falar que é fazer algo e dar certo, nenhum time seria derrotado. Futebol tem isso. Quando se montou o Palmeiras, todo mundo deu como forte candidato a título, o que é normal pelas peças que chegaram. E todo mundo parabenizou o Alexandre Mattos pela montagem do elenco. Até agora o time não conseguiu se encontrar e as pessoas começam a apontar algo. Temos de ter tranquilidade no elenco para nos acertar. Só a gente pode tirar o Palmeiras desta situação e colocar de novo no caminho das vitórias. Importante que temos três competições, não estamos eliminados de nenhuma. As chances (de título) ainda são reais.

Muita gente o considerou o melhor jogador do título brasileiro. Você e Tchê Tchê eram o motor do time. Sua ausência atrapalha o Palmeiras?

Seria muito fácil eu dizer que se estivesse (jogando), o time estaria bem. Não dá para afirmar, claro que tinha o entrosamento, seria mais fácil por já conhecer os jogadores, a forma que o Cuca gosta de jogar. Seria mais fácil. A gente tem de saber lidar com isso, mas o time vai se acertar, tenho confiança nisso. É muito jogador de qualidade, domingo vamos tentar vencer para seguir o caminho. Estou voltando e sei que eu tenho uma importância no time. Não digo que o Moisés vai voltar, que é o melhor jogador e o Palmeiras vai se acertar. Não, mas estando em campo, presente, com minha maneira de liderança, posso ajudar de alguma forma alguns jogadores.

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