"Um dia espero voltar ao Fla. É a minha casa", diz Samir

  • RICARDO OLIVEIRA/FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO

A máxima "craque o Flamengo faz em casa" se fez valer com Samir. Veloz e com boa saída de bola, o zagueiro subiu ao profissional em 2013, caindo ligeiramente nas graças do torcedor. No mesmo ano, foi campeão da Copa da Brasil e, após altos e baixos, deixou o Rubro-Negro rumo à Udinese, da Itália, por 4 milhões de euros (cerca de R$ 16 milhões), no fim de 2015.

Hoje, Samir vive ótima fase em Udine, onde passou a ter oportunidades após pavimentar sua trajetória emprestado ao modesto Hellas Verona. Em entrevista ao LANCE!, o defensor deixou claro que o Fla segue como sua "casa", e que "um dia" fará valer outra máxima: "O bom filho à casa torna".

"Não só passei pelo Flamengo, fiz a minha história no clube. Lembro como se fosse hoje o professor Jayme (de Almeida) chegando no meu quarto e perguntando: 'Seu momento chegou. Está pronto?'. Tive mais altos do que baixos, tive muitas lesões, poderia ter dado muito mais, peço até desculpas à Nação se cometi alguns erros, mas estava sempre tentando ajudar. Agradeço de coração por tudo o que fizeram por mim, fazem e ainda farão. Tudo que tenho e conquistei foi através do Flamengo. Um dia espero voltar, porque é a minha casa", comentou Samir, enaltecendo a atual gestão flamenguista:

"O Flamengo hoje é uma das maiores potências do futebol brasileiro economicamente. Em relação a clube e torcida, sempre foi. Adquiriu um poder econômico incrível. Tiro o chapéu para essa diretoria. Mas isso não é de hoje. Desde 2013 até eu sair, só tive o salário atrasado uma vez. Mesmo assim, a diretoria reuniu todos nós no vestiário e falou que na semana seguinte, no dia tal, estaria na conta. E não deu outra. O que o Flamengo é hoje é graças ao presidente e à diretoria que está lá. Entraram só visando o melhor para o clube. Olha quantos jogadores de peso chegaram: Guerrero, Diego, Everton Ribeiro, Juan de volta...", prosseguiu.

Quando questionado sobre as correntes opções de Zé Ricardo para a zaga, Samir, espirituoso, optou por não se comprometer, mesmo estando a milhares de quilômetros de distância. No entanto, rasgou elogios ao técnico novato, que o comandou nos tempos de base.

Eu o conheço desde quando era técnico do Audax. Fui jogador dele. O Zé está ali porque é merecedor, não chegou à toa e tem estrela. Trabalhou muito e chegou a oportunidade, mesmo tendo que tem que matar uns cinco leões por dia para provar sua capacidade. Dá para perceber que tem o grupo na mão. Só tenho a agradecer o que fez por mim e o que tem feito pelo nosso Mengão", salientou o atleta de 22 anos.

Como a conversa tem como pilares joia e Flamengo, Samir não fugiu da opinião a respeito de Vinícius Júnior, seu amigo e conterrâneo - e, é claro, principal promessa da base do clube carioca atualmente.

"Algumas pessoa me perguntam a respeito dele. Nem tanto como jogador, mas impressionados com o valor investido, como puderam pagar tanto por ele. Aí eu explico que conheço bem o Vinícius, a história dele, é meu amigo, temos o mesmo empresário, já viajamos juntos... É um menino tranquilo. Tudo que está acontecendo não vai subir à cabeça, porque tem uma família espetacular. De vez em quando, dou uns toques, mas ele é muito focado", disse.

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