Atlético-PR participa de lançamento de projeto de biometria nos estádios

O presidente do Conselho Administrativo do Atlético Paranaense, Luiz Sallim Emed, participou na última terça-feira do lançamento do projeto Biometria nos Estádios e Grandes Eventos. O programa será implantado por meio de convênio entre Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), Secretaria de Segurança Pública (SESP), Instituto de Identificação do Paraná, DETRAN-PR e CELEPAR. A cerimônia aconteceu no Palácio da Justiça, sede do TJ-PR.

O programa cria um sistema de consulta aos cadastros de órgãos públicos com intuito de aumentar a segurança em jogos de futebol e outros eventos com grande concentração de pessoas pela identificação biométrica dos torcedores ou espectadores.

- O estado do Paraná mais uma vez sai na frente. Essa é uma característica deste estado, desta cidade e também do nosso clube. Esse convênio é um benefício para toda a sociedade, no sentido de evitar a violência e também evitar que as pessoas sejam exploradas pela ação dos cambistas, pagando preços abusivos por ingressos - disse Sallim.

A previsão é que o sistema com o banco de dados esteja à disposição dos clubes a partir do segundo turno do Campeonato Brasileiro. Na Arena da Baixada, o acesso biométrico em todos os setores será implantado a partir do dia 15 de agosto. Desde 2014, o sistema está instalado com sucesso no setor Sócio Furacão Fan, onde fica localizada a torcida organizada. No Brasil, além do CAP, somente Grêmio e Internacional identificam suas torcidas organizadas por acesso biométrico.

- Boa parte da nossa estrutura física e de tecnologia da informação é feito 100% pelo Atlético-PR. O investimento em torno de todo o estádio será pequeno, de poucas adequações ao sistema. Também vamos instalar dois novos portões de acesso e aumentar em 30% o número de catracas - acrescenta o diretor de operações do clube, Fernando Volpato.

A 2ª Vice-Presidente do TJ-PR, Desembargadora Lidia Maejima, também destacou o pioneirismo do projeto.

- Colocaremos à disposição de todos os clubes e promotores de grandes eventos um sistema que, sem descuidar da privacidade dos cidadãos, integra os bancos de dados e informações biométricas e cruza com os dados disponibilizados pelo TJ-PR através dos juizados criminais ou das varas criminais - afirmou.

O sistema vai interligar as catracas dos estádios ou locais de shows aos bancos de dados do DETRAN-PR e do Instituto de Identificação. No momento em que o espectador colocar sua digital no leitor biométrico, um conjunto de códigos vai informar se a pessoa é a titular do cartão ou ingresso e também se há contra ela mandado de prisão em aberto ou restrição para entrada no estádio, devido a alguma pena no âmbito do programa Justiça ao Torcedor.

- Não haverá o acesso a esses dados por particulares. A CELEPAR vai disponibilizar um webservice com todos esses dados, de forma que na catraca haverá apenas uma consulta. Se tiver algum mandado em aberto, a Polícia Militar será acionada. No caso de alguma restrição, será impedida sua entrada no estádio - explicou o juiz auxiliar da 2.ª Vice-Presidência do TJ-PR, Ricardo Ferreira Jentzsch.

Segundo o secretário estadual de Segurança Pública, Wagner Mesquita de Oliveira, o sistema ajudará a prevenir a violência.

- O maior ganho para a segurança pública é a prevenção. Com o indivíduo já sabendo que o grau de exigência para que ele adentre ao estádio será maior, que sua identificação será confrontada com dados judiciais e policiais, isso trará imediatamente um aumento de segurança dentro do evento e fora também - finalizou.

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