De Vanderlei a garoto, preparador do Santos detalha trabalho com goleiros

  • JALES VALQUER/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Como se fosse possível, após defender pênalti no último minuto, Vanderlei fez sua melhor atuação na temporada na semana passada, contra o Atlético-MG, jogo o qual o Santos venceu por 1 a 0, fora de casa. Na mesma partida, sofreu duas pancadas que o tiraram do duelo contra o Vasco. Em seu lugar, o terceiro goleiro, João Paulo, deu sequência ao trabalho e deixou o Rio de Janeiro sem ser vazado.

Mesmo sem estar totalmente recuperado das pancadas, o camisa 1 volta à meta do Peixe nesta quarta-feira, contra a Chapecoense, às 19h30, na Vila Belmiro. E como se não bastasse o bom momento, a muralha santista ganhou um incentivo.

Na véspera da partida diante da Chape, recebeu a visita de Taffarel, ídolo e preparador de goleiros da Seleção Brasileira. Cada vez mais presente no radar de Tite, Vanderlei terá que superar qualquer dor para fazer o Peixe emendar uma sequência de três jogos sem sofrer gols.

Para isso, contará não só com ajuda de médicos ou fisioterapeuta, mas do preparador físico Arzul, seu principal parceiro para alcançar o sucesso com a camisa alvinegra.

"Não faz muita diferença (para o Vanderlei) quando ele fica parado de um a três dias. Não perde muito por conta dos estímulos provocados serem intensos. Quando há uma perda momentânea o retorno dele é de imediato. Ele não sente muito. Hoje o nível de treino é curto, mas muito intensos. Isso ajuda para quando ele retornar. O Vanderlei estava com dores no glúteo e no joelho, e ele foi o escolhido para o doping contra o Atlético-MG. Foi um combo, ele ficou muito danado da vida. Mas foi uma noite de perfil dele. Ele é muito centrado e concentrado. Ele vive isso. Está lutando pela convocação. E está concentrado em estar bem no clube também. Ele fica muito chateado quando acontece alguma situação adversa", disse Arzul, ao L!.

Sobre o sucesso também com o terceiro goleiro, que agarrou a chance na ausência de Vanderlei, Arzul destaca o trabalho com o garoto de 22 anos.

"O ritmo de treino é de jogo. Eu faço reposições com cerca de 700 a 800 bolas por dia. Para cada um, diariamente, vai em torno de 200 bolas recebidas. Depende do dia, às vezes eles treinam em dois períodos. Ele (João Paulo) estava trabalhando muito forte. No jogo vem apenas de duas a três bolas. Isso ajuda muito no ritmo", pontua.

A maior marca alcançada por Vanderlei no Peixe foi de cinco jogos consecutivos sem sofrer gols, tendo sido exigido com defesas difíceis pelo menos duas vezes por partida.

No Brasileirão, o Peixe tem a segunda defesa menos vazada: dez gols em 14 rodadas, junto de Flamengo e atrás de Corinthians, que sofreu sete gols.

Nesta quarta, enquanto Vanderlei retorna ao gol da Vila Belmiro, João Paulo poderá voltar ao banco com a sensação de missão cumprida e sabendo que seja com o primeiro, segundo ou terceiro, o Santos definitivamente está em boas mãos. No jogo ou no treino.

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