Kazim brinca em coletiva, elogia Jô e busca fazer história no Corinthians

Há uma certeza quando Kazim é o escolhido para conceder entrevista coletiva: terá brincadeiras e risadas na sala de imprensa do CT Joaquim Grava. Carismático, o atacante do Corinthians brincou com sua própria situação de reserva e elogiou Jô, o titular.

O atacante inglês naturalizado turco comentou que a boa fase do Timão, invicto há 30 partidas, tem feito sucesso com seus parentes na Inglaterra. Antes, Kazim brincou:

- Eles (parentes) me perguntam: "você joga?". E eu falo que não (risos). Agora é sério: eles falam desse momento muito bom. Meus amigos perguntam se o campeonato está no fim, mas digo que ainda tem seis meses. Tenho muitos amigos que são fãs agora do Corinthians. Eu preciso mandar camisas para a Inglaterra. Esse momento é muito bom - disse Kazim, que ainda tem dificuldades com a língua portuguesa.

Como Jô será poupado, Kazim voltará a ter uma chance como titular nesta quarta-feira, contra o Patriotas (COL), pela volta da segunda fase da Copa Sul-Americana. Contratado no início deste ano, o "gringo da Fiel" atuou em 19 jogos e marcou dois gols.

- Eu não estou acostumado com isso, sempre joguei nos outros times. Quero jogar todo jogo, todo jogador quer isso. Mas o Jô está muito bem agora, tenho respeito por isso, treino forte... Eles ganhando eu ganho também. Acho que é o primeiro "inglês turco" que tem a oportunidade de ganhar campeonato. Pessoalmente, fico bravo e triste porque não jogo. Mas não tenho argumento, a fase do Jô é muito boa. Entrar faltando alguns minutos é difícil para fazer gol, mas tenho que treinar mais. O Carille é uma pessoa muito boa e um bom treinador também - afirmou.

Kazim também falou sobre o contato com a torcida, disse que Jô é o melhor atacante do Brasileirão e fez elogios à defesa corintiana. Confira abaixo a íntegra da entrevista coletiva:

Como vê essa disputa com Jô?

O Jô está em boa fase. Quando joga por um grande time, tem muita competição. Agora o Jô está muito bem, fazendo muitos gols e sendo importante. O meu objetivo pessoal é ajudar meu time também. Como fala no Corinthians: treino é jogo, e jogo é guerra. O Jô está muito bem, e agora vou ter oportunidade para ajudar meu time. É um jogo muito importante, porque imagina ganhar o Brasileirão e a Sul-Americana? É bom, né?! (risos).

Como o Corinthians encara esse confronto com o Patriotas?

Quando você coloca essa camisa, todo jogo é importante. Não tem jogo que não nos importa. Nosso objetivo é jogo a jogo, e é importante continuar.

A defesa sólida dá liberdade aos atacantes?

Quando você tem uma boa defesa, os atacantes podem driblar mais, tentar passe mais difícil, porque tem a confiança na defesa. Eles nos dão muita confiança, são muito fortes. E o Balbuena não só na defesa, ele faz gol também. O Arana dá chapéu, dá caneta... E não são só os jogadores de defesa. O Jô volta, o Jadson corre pra caramba... Todos jogadores são importantes.

Quais são as principais diferenças no futebol brasileiro?

Aqui tem muita coisa diferente: viagens, muitos jogos, não para quando a seleção joga, todo dia treina... É muito diferente. Acho que por isso que o Brasil tem muitos bons jogadores. Rodriguinho e Jô já têm 40 jogos agora. Para mim, com 40 jogos o campeonato já acabou. Para mim essas coisas são diferentes. Futebol em todo país tem coisas diferentes. Meu filho fala: "pai, você chega no Brasil e não fica em casa". Eu respondo que um dia ele vai entender, é o trabalho. Mas gosto de jogar aqui, o campeonato é competitivo.

Como tem sido o contato com a torcida?

Acho que toda torcida cobra gols, porque sou atacante. Eu entendo eles, porque também fico bravo quando não fazem gols (risos). Gosto dessa pressão. Eu tenho carisma porque é minha personalidade, não porque eu forço para isso.

Tem meta de gols no Corinthians?

Se eu puder, faço 100 gols, sem problema (risos). Acho que ajudo meu time quando entro. Quando joga sete ou oito minutos é difícil. Não tenho problema com isso porque o Jô está muito bem. Como posso ficar bravo com o Carille? Não pode. Eu quero jogar, mas tenho que esperar. Fico bravo, mas é o futebol.

É impossível ganhar a vaga de Jô? E acha que Jô é o melhor atacante do Brasil?

Isso é com o treinador, você tem que perguntar ao Carille. Tenho que trabalhar. Meu trabalho é treinar, eles pagam meu salário para isso. Preciso vir treinar. Se o Carille gosta, ele vai me colocar. Para mim o Jô é o melhor atacante agora no campeonato.

O que falar para Ederson, meia do Flamengo que terá de tirar um tumor?

Tenho que falar "força, Ederson", porque tem coisas mais importantes que o futebol. Sou acostumado com isso. Meu irmão e primos morreram. Se ele quiser alguma coisa, pode me chamar que vou ajudar. Para ele é um momento muito difícil.

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