Leila Pereira diz que 'pediu música' ao ser eleita conselheira do Verdão

Leila Pereira, dona da Crefisa e da Faculdade das Américas, patrocinadoras do Palmeiras, voltou a ser questionada sobre sua eleição para o Conselho Deliberativo do clube. Durante participação no programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, ela manteve a postura de não citar o nome de Paulo Nobre, que tentou impugnar sua candidatura, e ainda brincou:

- Eu mereceria até música. Quem faz três gols não tem música no Fantástico? Eu mereceria... Impugnaram minha candidatura. Minha candidatura! Não queriam nem que eu fosse candidata, e eu consegui ser candidata. Fiz um gol. Fui eleita com a maior votação para conselheiro da história do Palmeiras, 2 a 0. Aí, não só passei por essa eleição, como minha eleição teve de ser validada pelo Conselho Deliberativo. Foi ratificada por quase unanimidade, então 3 a 0. Mereço ou não mereço pedir música? - disse a empresária.

A relação de Leila Pereira e Paulo Nobre foi conflituosa, no mínimo, em todo o último ano dele como presidente do clube. Nobre impugnou a candidatura da empresária no último dia de seu mandato, alegando que ela é sócia do clube apenas desde 2015 e portanto não teria os oito anos necessários para se candidatar. Mustafá Contursi, ex-presidente e padrinho político de Leila, atestou que deu a ela um título de sócia benemérita em 1996, versão avalizada pelo atual presidente, Maurício Galiotte. Isso permitiu que ela concorresse e fosse eleita com 248 votos, um recorde no Palmeiras. Antes da posse, o assunto foi levado ao Conselho, onde a grande maioria deu razão a Leila Pereira.

- Não tem nada, absolutamente nada mal explicado. Sou sócia do Palmeiras desde 1996 e o ex-presidente (Paulo Nobre) sempre soube disso. O que é mal explicado é o fato de o último ato dele como presidente ser a impugnação da candidatura. Eu gostaria de saber por que isso ocorreu. Na verdade, eu sei porque ocorreu. Aliás, vocês gostam de voltar nesses assuntos, né? - acrescentou Leila, tratando Nobre sempre como "ex-presidente".

- O Mustafá Contursi é uma pessoa muito respeitada no Palmeiras, uma pessoa que dedicou a vida ao Palmeiras. Ele me concedeu o título de sócia em 1996, ponto. Colocaram na minha ficha uma data que não era essa, e o Mustafá como presidente do Palmeiras naquela época, fez um atestado dizendo para consertar essa data. E o diretor atendeu à solicitação Mustafá por ele ser o presidente à época. O estatuto diz que quem tem a legitimidade para fazer esse atestado é o presidente. Quem era o presidente da época? Mustafá Contursi - emendou.

Sobre a sua rotina como conselheira - o mandato vai até março de 2021 -, Leila disse que tem recebido muitas ofertas no clube, mas todas para gerar algum benefício pessoal a alguém, e não à instituição.

- Eu já tive todas as propostas e apresentações de projeto que você possa imaginar. Pedidos de trabalho, olha... Mas projetos para beneficiar o Palmeiras, isso ninguém apresentou. Eu falo que não é possível, que estou lá para contribuir com o Palmeiras e não com projetos pessoais. Isso tem bastante, mas preciso falar não - disse.

No mesmo programa, Leila abriu a possibilidade de se candidatar à presidência. São necessários quatro anos como conselheira para isso, o que ela atingirá em março de 2021. Poderia, então, ser candidata nas eleições do fim de 2022. Antes disso, estão previstas eleições para 2018 e 2020.

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