Preleção, descanso e ousadia: três pilares da classificação do Botafogo

A noite de gala do Botafogo nesta quarta-feira resultou na classificação da equipe à semifinal da Copa do Brasil. Mas por trás do 3 a 0 sobre o Atlético-MG estão fundamentos que foram seguidos à risca, e que o técnico Jair Ventura valoriza. O primeiro foi ter poupado os titulares contra o Atlético-GO, no último domingo. O time empatou com o lanterna, mas chegou em melhores condições físicas para encarar os mineiros.

- Planejamento. Quando poupamos os jogadores considerados titulares contra o Atlético-GO, corremos o risco de perder o jogo. Empatamos. Nosso time (nesta quarta) estava leve, descansado. Pudemos poupar, e foi muito importante para a performance. Os atletas foram bem, em cima do planejamento - entende o treinador.

Faltam ainda duas fases. Quatro jogos. O primeiro título do Botafogo na Copa do Brasil parece estar logo ali. O treinador sabe que é preciso manter a cautela, mas admite que recorreu a Zagallo na preleção antes da partida para inspirar seus comandados.

- Já parei para pensar (que falta pouco) e esse, hoje, foi o tema da preleção. O tema foi Zagallo: faltam cinco jogos (o ex-treinador contava os jogos para o tetracampeonato da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 1994). A nossa análise fez um vídeo maravilhoso. Começaram 92 equipes. Estamos nesse caminho. Com dificuldades, limitação financeira. O que falo é que não pode faltar entrega. Vamos passo a passo. Semifinal e final. Mais um tabu - celebra Jair.

O terceiro ponto é fazer valer a meritocracia e os demais conceitos que utiliza normalmente independentemente de posição de origem ou da necessidade de tirar a vantagem do adversário. Por exemplo, o zagueiro Emerson atuou na lateral direita - o que não é novidade, mas Luis Ricardo já mostrou boa condição física. E Gilson entrou como ponta, no fim da partida, e foi dele o gol que sacramentou o triunfo. Mas Jair não toma para si os louros.

- Não acho que treinador ganha jogo, não. Tive uma conversa com Luis Ricardo e falei: "Quando o treinador faz algo diferente, corre o risco." Tinha o Emerson, zagueiro, e o Luis Ricardo da posição. Cairia na minha conta. Vai cair sempre. Jogadores não erram. Eu erro porque a culpa é minha. O Gilson entrou bem, Leandrinho e Guilherme também - finaliza o comandante.

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