Levir mexe, vê ataque com 68% dos gols do Santos, mas tem preocupação

  • Marcello Zambrana/AGIF

Uma das primeiras mudanças do técnico Levir Culpi no Santos foi tirar Copete da lateral esquerda e recolocar o colombiano no ataque, sua posição de origem. Depois, inverteu o posicionamento do camisa 36 com o de Bruno Henrique, fazendo o artilheiro do time atuar pela esquerda, para que o estrangeiro ajudasse na marcação pela direita. Sem Ricardo Oliveira, bancou Kayke e formou seu trio de ataque no Peixe. E o resultado foi que 68% dos gols do Alvinegro desde a chegada do treinador foram dos atacantes.

Adepto da máxima de que atacante tem que fazer gols, Levir decidiu dar mais responsabilidade aos pontas e, além de eles ajudarem na marcação, são os responsáveis pelos contra-ataques, principal arma do Santos.

Depois de 13 jogos, o técnico teve o trio desfeito por uma lesão. Kayke tem um edema na coxa esquerda, não enfrentou o Flamengo, pela Copa do Brasil, e segue fora por tempo indeterminado. Em contrapartida, Ricardo Oliveira, que ainda não havia entrado em campo desde a chegada de Levir, pois recuperava a forma física, teve sua primeira chance no jogo da última quarta.

Apesar de não ter balançado as redes, Oliveira participou de um dos gols, marcado por Victor Ferraz, e deu uma dor de cabeça para o comandante santista. Assim que tiver o camisa 11 liberado pelo departamento médico, Levir Culpi terá que escolher entre promover o retorno de Kayke, que fez três gols sob seu comando, ou bancar o capitão do time, que também tem status de ídolo.

"O Ricardo se movimentou muito bem, se posicionou bem. Natural que caia no segundo tempo, mas me surpreendeu pelo tempo que estava parado. Há um espaço para elogiar a preparação física do time. Estivemos próximos de fazer cinco gols. O que posso exigir mais? O Ricardo voltou hoje. Nosso time não tem uma harmonia física, porque uns estão chegando, voltando. São os problemas dos clubes brasileiros", disse Levir após a vitória sobre o Flamengo por 4 a 2 na Copa do Brasil.

Na Era Levir Culpi, que já dura 19 jogos, Bruno Henrique e Copete marcaram cinco gols cada, mas ainda não sabem se terão a chance de reeditar a parceria no domingo, contra o Grêmio, às 19h, em Porto Alegre. O motivo é o cansaço dos titulares, que vêm atuando duas vezes por semana há mais de um mês.

"Não posso dar a resposta (sobre poupar titulares contra o Grêmio) agora porque amanhã teremos parecer da fisiologia para saber o nível de desgaste. O pior nem é amanhã, é depois de amanhã. temos que ir com calma", comentou ainda na quarta-feira à noite.

Na segunda colocação, o Tricolor gaúcho tem 32 pontos. Para ultrapassar o vice-líder, o Peixe precisa de uma vitória no Sul, já que tem 30 pontos.

 

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