Agora artilheiro e marcado, Copete volta onde tudo começou pelo Santos

O cara certo na hora e lugar certo. Este era Copete para o Santos há um ano, quando saiu do banco de reservas para estrear pelo Peixe. O local era a Arena Grêmio, mesmo palco do jogo deste domingo (às 19h). Atrás com dois gols de desvantagem, o colombiano era a aposta santista para reverter o placar. Chegou perto: fez um gol e deu assistência para Zeca empatar. Mas o Tricolor gaúcho ofuscou seu brilho ao fazer o terceiro e decretar a derrota.

Um ano depois muita coisa mudou, mas não a ponto de mudar o caminho de Copete, que em seu primeiro jogo prometia e muito. Neste domingo, o camisa 36 volta a Porto Alegre como maior artilheiro estrangeiro da história do clube, com 22 gols, como titular. Mas para chegar a esse posto, viveu o último ano intensamente.

- O mais difícil foi ficar no banco em momentos em que eu sabia que poderia dar um pouco mais. Tem que ter paciência e saber trabalhar para ter oportunidade. A felicidade é mostrar que estamos trabalhando bem para aguentar tudo e que agora estamos na fase boa. Fico feliz pelo momento que vivo aqui - reflete.

Antes de ir para o banco, ainda com Dorival Júnior no comando da equipe, Copete chegou a ser improvisado como lateral-esquerdo, posição em que já havia sido utilizado enquanto jogou na Colômbia e na Argentina. Já com Levir, deixou o a reserva para voltar à posição de origem. Era o começo de sua melhor fase no Brasil.

Foi ao lado de Bruno Henrique e Lucas Lima que ele chegou a sete gols em 11 jogos. Mas não se empolgue...

- Sempre disse que não sou artilheiro, sou um jogador que defende, se posiciona bem e no ataque procura fazer o melhor, seja gol ou assistência. Esse é o Jonathan Copete em campo - avisa.

Mas desde o começo a torcida santista aprendeu a não se empolgar com os gols de Copete. Tanto que sua atitude mais valorizada aconteceu recentemente, no clássico contra o São Paulo, justo no dia em que balançou as redes três vezes.

Ao comemorar o primeiro gol no clássico, o atacante de 29 anos tirou a camisa e mostrou as marcar de queimadura no abdômen e nos braços, sofridas em um acidente doméstico na mesma semana.

A demonstração de raça caiu nas graças da torcida nas redes sociais e nas arquibancadas, o que rende aplausos até para as roubadas de bola do colombiano.

Bastou só um ano para que Copete ficasse marcado na história do Santos, mas ele quer mais. Mais copas. Copa Libertadores e Copa do Mundo!

- A importância da Libertadores é grande para isso também, para a seleção ver o jogador. Se tem uma noção do quanto o jogador pode ajudar na seleção pelo que se vê no time. Espero ter as características necessárias.

ENTREVISTA EXCLUSIVA DE COPETE AO LANCE!

Que lembrança tem da sua estreia pelo Santos, também contra o Grêmio?

Foi um jogo que tentamos muito a vitória, não conseguimos, mas foi importante por ter feito o primeiro gol no Brasil. A orientação foi para tentar ajudar, levar o jogo para o ataque. Precisávamos muito dos três pontos. Entrei com raça para tratar de vencer o jogo.

Você foi campeão da Libertadores com o Atlético Nacional no ano passado. Vê o Santos em um caminho parecido?

Sempre falei que vim aqui para fazer o melhor, que daria o máximo de mim. Vejo o Santos indo passo a passo e a Libertadores é longa. Ainda não tem nada garantido. Precisamos mostrar dentro de campo.

A reação da torcida ao ver suas cicatrizes pelo corpo na comemoração do gol chamou a atenção. Se sente querido por eles?

Desde que cheguei, a torcida me acolheu muito bem, com carinho. Fico muito agradecido por isso. Em campo eu procurei retribuir por eles.

Antes da chegada do Levir Culpi o time passou por momentos difíceis. Acredita que essas cicatrizes deixam a equipe mais forte para o restante da temporada?

O time está forte. Tem coisas que acontecem porque o futebol é desse jeito. Mas o time está fechado, maduro e sabe o que quer. Esperamos que tudo isso que demonstramos ajude a conquistar o que queremos.

Acredita que a raça que você demonstra em campo contagia alguns companheiros?

Todo jogador aqui dá sangue pelo time. Às vezes dá certo, às vezes não, mas não deixamos de acreditar e de demonstrar que queremos ganhar. Assim é com o time, rouparia, médicos... Todos querem estar no Santos e o Santos mostra que é guerreiro.

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