Vingança? Santos vira no fim e vence o Flamengo no Pacaembu

Para o Santos, o clima era de vingança após a eliminação das quartas de final da Copa do Brasil há uma semana. Para o Flamengo, o reencontro, desta vez pelo Brasileirão, valia a entrada no G4. Na maior parte do tempo, o visitante levou a melhor, mas no fim, Alison garantiu o empate e Ricardo Oliveira que decretou a virada por 3 a 2 para o Alvinegro.

No estádio da capital paulista, o Santos sustentava uma invencibilidade de 22 jogos (sendo 21 vitórias) desde 2014 e agora chega a 23. Na história mais recente, o Alvinegro vinha de nove partidas invicto, sendo que a última derrota tinha sido para o Fla, mas no Rio de Janeiro.

Dentro de campo, prevaleceu a superioridade do visitante. Apesar de ter saído atrás no placar, o time de Zé Ricardo trabalhou a bola, marcou melhor, entrou na área do Peixe com toque de bola, principalmente nas triangulações entre Diego e Éverton Ribeiro.

Guerrero, que deu trabalho aos zagueiros santistas na Copa do Brasil, não fez o mesmo nesta quarta-feira. O peruano, que tem 19 gols no ano e é o artilheiro da equipe, saiu ainda no primeiro tempo com dores na coxa direita, substituído por Vizeu. Esse sim era o perigo do Fla.

Em seu primeiro lance, Felipe Vizeu deixou Vanderlei em dúvida e acertou a travei direita do goleiro. Mais tarde, viria a fazer o gol da virada do Rubro-Negro, após belo passe de Arão, que voltou a ser titular na vaga de Cuellar.

Diferentemente do jogo da semana passada, em que Zé Ricardo não podia contar com Diego Alves e com Éverton Ribeiro, o Flamengo mandou a campo o que tinha de melhor e ganhou na superioridade técnica.

Após Bruno Henrique abrir o placar para o Santos, em jogada de Ricardo Oliveira que deu errado e parou na zaga, o Fla respondeu de imediato, com ainda mais velocidade. Acostumado a fazer a diferença pelos lados, Éverton Ribeiro empatou de longe, com chute forte, de fora da área.

Com a desvantagem no placar, o Peixe não mudou a estratégia: seguiu dependendo de tentativas de cruzamento na área, principalmente com Jean Mota. Mas se não dava na técnica... Deu na raça.

Alison, que substituiu Renato na segunda etapa, tem por característica a forte marcação, mas de forte ele teve o chute de muito longe, sem chance para Diego Alves.

A sede de vingança e a força vinda das arquibancadas deram forças ao Peixe, que não deu espaços para as subidas do adversário. No fim, o cruzamento que parecia tática batida do Santos, deu certo. Daniel Guedes levantou a cabeça e achou Ricardo Oliveira, que não marcava há dois meses.

O camisa 9 tinha apenas quatro gols na temporada. A partida também marcou o retorno de Zeca ao Peixe. Recuperado de lesão, ele entrou no segundo tempo e fez grande atuação.

Com Réver, o Flamengo chegou a marcar o terceiro gol, pelo alto, mas prontamente anulado pela arbitragem, sem margens a polêmicas.

Os ânimos da Copa do Brasil seguiram vivos. O árbitro Eduardo Tomaz Aquino Valadão expulsou um de cada lado. Rodnei foi mais cedo para o vestiário. David Braz levou o vermelho já passada a marca dos 40 da segunda etapa, por falta.

Com a vitória, o Peixe chega a 34 pontos, segue em 3º e fica na cola do Grêmio. O Rubro-Negro fica com 29 pontos e segue na cola do G4.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 3 X 2 FLAMENGO

Local: Estádio do Pacaembu

Data-Hora: 02/08/2017 - 21h45

Árbitro:Eduardo Tomaz Aquino Valadão (GO)

Auxiliares:Fabricio Vilarinho da SilvaChristian Passos Sorence (GO)

Público/renda: 27.030 / R$ 870.640,00

Cartões amarelos: Yuri (SAN), Lucas Lima (SAN), Éverton (FLA), Rodinei (FLA) e Diego (FLA)

Cartões vermelhos: Rodinei (FLA)

Gols: Bruno Henrique aos 8'/2T (1-0), Evérton aos 11'/2T (1-1), Felipe Vizei aos 21'/2T (1-2), Alison aos 39'/2T (2-2), Ricardo Oliveira aos 43'/2T (3-2)

SANTOS: Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota (Kayke aos 33'/2T); Yuri (Zeca, no intervalo), Renato (Alison aos 19'/2T) e Lucas Lima; Copete, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira. Técnico: Levir Culpi.

FLAMENGO: Diego Alves; Rodinei, Réver, Juan e Renê (Berrío aos 45'/2T); Márcio Araújo, William Arão, Evérton e Diego (Pará aos 30'/2T); Everton, Guerrero ( Felipe Vizeu, aos '/1T). Técnico: Zé Ricardo

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