Cantor e compositor vascaíno, Luiz Melodia morre aos 66 anos

A música brasileira teve mais uma perda. Torcedor do Vasco, o cantor e compositor Luiz Melodia não resistiu a complicações causadas por um câncer que atacou a medula óssea e morreu aos 66 anos, em um hospital na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ).

Segundo as informações, divulgadas no "Blog do Mauro Ferreira", no G1, Melodia chegou a resistir ao transplante de medula óssea. Porém, como não vinha respondendo bem à quimioterapia, o câncer voltou e seu estado de saúde se agravou bastante.

Tendo como nome de batismo Luiz Carlos dos Santos, o artista ganhou destaque inicialmente como compositor. Em 1971, Melodia viu a música "Pérola Negra" ser gravada por Gal Costa, enquanto a canção "Estácio, Holly Estácio" recebeu interpretação de Maria Bethânia em 1972.

No ano seguinte, apresentou seu primeiro disco, que trazia canções "Magrelinha", "Estácio, Holly Estácio" e "Farrapo Humano". No decorrer das décadas, ainda viriam músicas de qualidade, casos de "Meu Nome É Ébano", "Juventude Transviada", e de "Dores de Amores" (gravada em dueto com Zezé Motta).

Seu lado de intérprete ainda trouxe uma série de gravações, como "A Voz do Morro", "Broto do Jacaré" e "Com Muito Amor e Carinho". Além disto, ganhou visibilidade nacional ao, na década de 1990, fazer sua leitura de "Codinome Beija-Flor".

Sua paixão pelo Vasco também foi registrada em disco em dois momentos. A primeira ocorreu em um projeto da revista "Placar" em 1995, na qual Melodia gravou, ao lado de Fernanda Abreu, Celso Blues Boy e Pierre Aderne o hino do Cruz-Maltino. E, em 2011, o cantor participou do disco e do DVD "Vamos Todos Cantar de Coração", em homenagem ao clube.

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