LANCE! desvenda segredos e 'causos' da casa do Borussia Dortmund

O Signal Iduna Park, casa do Borussia Dortmund, é um dos mais tradicionais estádios da Alemanha e da própria Europa. Para se ter uma ideia em números da representatividade da casa de um dos principais clubes do continente, a capacidade total é de 81.630 torcedores (maior da Bundesliga), sendo que sua média de público 79.653 pessoas (97,5% do total) é a maior do Velho Continente. No entanto, o palco erguido para a Copa do Mundo de 1974 tem outros dados e 'causos' para serem contados.

Na semana passada, a reportagem do LANCE! esteve no local e conheceu as instalações do Borussia. Em uma visita que durou pouco mais de uma hora, e que ocorreu na véspera da disputa entre Dortmund e Bayern pela final da Supercopa da Alemanha, conhecemos uma estrutura que manteve a decoração típica da década de 1970, ouvimos histórias curiosas de grandes jogadores, como Cristiano Ronaldo e Buffon. Mas, acima de tudo, o mais curioso foram alguns dados de superstição contra os rivais que visitam o local que abrigou três jogos da Seleção Brasileira em Copas do Mundo (semifinal de 1974 e dois jogos em 2006). Confira abaixo.

13 DEGRAUS PARA O ADVERSÁRIO

No local onde o ônibus deixam as delegações, existe duas entradas que dão acesso aos vestiários. O Borussia sempre entra pela esquerda, enquanto o adversário pela direita. E isso tem uma razão especial: pelo lado dos donos da casa, são 12 degraus, enquanto o visitante são 13, número de azar também na Alemanha. Por conta disso, é comum os jogadores rivais do Dortmund pularem o último para evitarem o pior.

Uma boa história sobre esse tema reúnem Mario Götze e o técnico Jürgen Klopp. O meia, que retornou na temporada passada, quando defendeu o Bayern desceu pelo lado esquerdo. O mesmo foi feito pelo treinador do Liverpool que foi além: mandou todos os jogadores fazerem o mesmo. Deu certo. Afinal, nas quartas de final da Liga Europa 2015/2016, os Reds empataram na Alemanha e venceram em casa em duelo dramático.

BANCO DE RESERVAS

Não é só com as escadarias que o Borussia tenta "agradar" o seu adversário. O banco de reservas também tem diferenças. Enquanto os dos donos da casa cada jogador tem um aquecimento individualizado além do geral, os visitantes tem apenas um central. Sendo assim, no inverno, sofrem mais com as baixas temperaturas.

ESQUECERAM DE MIM

Em 2015, no encontro entre Borussia e Juventus pelas oitavas de final da Liga dos Campeões, o goleiro Buffon foi o jogador escolhido para fazer o teste antidoping da equipe italiana. No entanto, a lenda da Velha Senhora estava prestes a fazer história e a passar por uma situação, no mínimo, curiosa.

O capitão da Juventus demorou uma hora e vinte minutos para completar o teste. Isso até hoje é um "recorde" no Signal Iduna Park. Contudo, o feito de Buffon custou um preço: ele foi esquecido pela delegação italiana no local.

O goleiro permaneceu onde ocorre as entrevistas de zona mista por cerca de 30 minutos até ser achado e "resgatado" por um segurança do Borussia. Uma força-tarefa foi criada afim de levar o adversário até o aeroporto para que ele pudesse retornar à Itália.

CADÊ O SECADOR?

Outra estrela que tem história no Signal Iduna Park é Cristiano Ronaldo. O português, em um dos duelos entre Real Madrid e Borussia Dortmund pela Liga dos Campeões, sentiu falta de um acessório dentro do vestiário visitante. E não era uma chuteira, camisa ou mesmo esparadrapo. O que causou irritação no gajo foi a falta de um secador de cabelo.

Os dois existentes no local ficam no vestiário do Borussia Dortmund. O pedido e irritação do Melhor Jogador do Mundo ficou para a história e é contada com muito bom humor no tour.

NADA DE WIFI

Com o avanço da tecnologia nos últimos anos, é muito comum, inclusive no Brasil, ver torcedores tirando fotos e as chamadas selfies durantes as partidas. A direção do Borussia Dortmund não vê problema com a ação, desde que não seja durante os 90 minutos.

Para evitar que alguém "burle" a regra, os roteadores (são três no total) do Signal Iduna Park tem suas respectivas velocidades de internet reduzidas consideravelmente.

- Nós temos Wi-Fi para todos aqui. Mas na hora do jogo, a gente reduz a velocidade. Não queremos que as pessoas fiquem fazendo selfies ou enviando fotos. Queremos que as mãos fiquem livres para aplaudir - disse Carten Cramer, diretor de marketing e vendas do Borussia.

ESTRUTURA CLÁSSICA

O estádio foi inaugurado para a Copa do Mundo de 1974. De lá para cá, sofreu mudanças na capacidade: 54 mil pessoas era a capacidade inicial, hoje é de 81.360, a maior na Alemanha - 65.718 sentados e o restante em pé, onde fica concentrada a área conhecida como Muralha Amarela.

Por dentro, evidente que há modernidade como na sala onde os jornalistas se encontram antes dos jogos ou mesmo nos camarotes, muito confortáveis. A parte estrutural é a mesma da década de 1970, assim como a parte dos vestiários. Poucas mudanças foram feitas.

* O jornalista viajou a convite da Bundesliga Internacional

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