Santa Cruz paga salário atrasado, mas nega relação com protesto de torcedores

Depois de receber inúmeras cobranças e críticas, o Santa Cruz pagou um mês dos salários atrasados do elenco. O depósito realizado na última quinta-feira é referente aos vencimentos de maio.

Agora resta ao clube um mês de dívida com os jogadores. Até hoje, o salário de junho, que venceu no último dia 15 de julho, ainda não foi pago. Como justificativa, a diretoria coral afirma que está a procura de recursos para quitar o último vencimento ainda em agosto, sendo que a folha de julho já vence na próxima quinta-feira.

Em seu site oficial, o Santa Cruz publicou uma nota afirmando que o pagamento não tem relação com o protesto que foi realizado por membros de uma torcida organizada do clube. A diretoria ainda deixa claro que a saída do zagueiro Jaime e do lateral-direito Alex Travassos já estava acertada.

Com o depósito de um mês, o clube espera que os jogadores trabalhem com motivação visando a partida contra o Guarani, que será realizada no próximo dia 19h.

Confira a nota divulgada pelo Santa Cruz nesta sexta-feira:

O Santa Cruz repudia qualquer relação entre os atos de violência cometidos por integrantes de uma torcida organizada, nas dependências do Arruda, ontem, à noitinha, com algumas medidas tomadas pela diretoria, ao longo do dia, visando melhorias no time e mais transparência na gestão. Desde o jogo contra o Paraná, dia 29 de julho, foi estabelecido, com a Comissão Técnica, o monitoramento de diversos atletas que não estavam, dentro ou fora de campo, tendo algum desempenho incompatível com a tradição guerreira, de superação e vitória do Santa Cruz. A dispensa de atletas, portanto, só poderia ser feita após o pagamento de um mês de salário, fato que ocorreu ontem. Foram demitidos, no início da tarde, após reunião com o técnico Givanildo, os atletas Jaime e Alex Travassos. Não há, portanto, nenhuma relação com as cenas lamentáveis de violência que aconteceria horas mais tarde. Uma reunião do Conselho Deliberativo, também realizada ontem, foi agendada inicialmente para a semana passada, mas cancelada, porque o auditório do Conselho estava em reforma. Foi um pedido do presidente Alírio Moraes, para mostrar os dados financeiros da marca Cobra Coral (uma nova unidade de negócios), além de detalhar questões importantes para o clube, como cotas de TV, situação financeira do clube, atrasos de salário e bloqueios judiciais. A violência dos torcedores aconteceu pouco antes da reunião do Conselho.

Novamente, não há nenhuma situação de caso e efeito. É oportuno esclarecer, que, a pedido do clube, foi realizado Boletim de Ocorrência dos incidentes. O Santa Cruz está colecionando vídeos e imagens dos acontecimentos para acionar, nas esferas cível e penal, os autores das covardes agressões aos nossos funcionários.

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