Antes do clássico, presidentes de Fla e Bota negam clima hostil entre eles

No próximo domingo, Botafogo e Flamengo se enfrentam no estádio Nilton Santos pelo Brasileirão e antes do clássico, os presidentes dos clubes se encontraram no programa Seleção SporTV e negaram qualquer tipo de clima hostil na relação dos dois.

Bandeira de Mello, presidente do clube rubor-negro fez questão de deixar claro que a rivalidade entre os clubes é só dentro das quatro linhas e comentou sobre brigas entre torcidas organizadas.

- Hostilidade pessoal nem pensar! Ninguém poderia sequer admitir que haja esse tipo de coisa entre o presidente Carlos Eduardo e o presidente do Flamengo, mas acho que mais do que isso, eu sempre defendi que os clubes são adversários dentro de campo, mas devem ser aliados em vários aspectos fora de campo e tem interesses comuns, responsabilidades comuns. As torcidas, por exemplo, que de vez em quando, se é que a gente pode chamar de torcida, mas desordeiros de parte a parte que se enfrentam, muitas vezes podem ser levados por frases mal colocadas, às vez.

No lado Alvinegro, Carlos Eduardo Pereira manteve o clima amistoso e também deixou claro que não há nenhum clima ruim na relação entre os dois. Algumas provocações têm marcado o encontro das equipes, mas o presidente do Botafogo garantiu que o principal objetivo é acabar com a violência no futebol, trazendo de volta as famílias para os estádios.

Quero mais uma vez frisar o que eu tenho dito em outras ocasiões no sentido de que o fato de termos, eu e o Eduardo, opiniões institucionais distintas, em momento nenhum isso significa que existe uma hostilidade pessoal. Isso é muito importante frisar e que não passa por nenhum de nós no sentido de que alguém vá admitir qualquer tipo de violência e que nossas intervenções tem sido no sentido de que o futebol seja de paz e harmonia e que os estádios sejam os locais onde famílias se reúnem.

Sobre as brigas entre os torcedores, Carlos Eduardo Pereira falou sobre a ligação entre o clube e as organizadas e garantiu que a partida de domingo será segura e organizada.

- Acho que pouquíssimos dirigentes apoiam torcida organizada. Os clubes estão em um grau de transparência em que você não pode fazer pagamentos que depois você não tenha que prestar contas ao seu conselho fiscal, aos poderes internos do clube. O que se vê, é que antes de toda grande partida, e vamos ter um clássico no próximo domingo, estarão os estafes dos dos clubes sentados com a federação, com o GEPE e com todos os envolvidos na organização dessa partida.

Bandeira de Mello também comentou o assunto.

- O ideal seria a gente poder voltar àquela situação das organizadas que começaram em 60, que também eram totalmente independente dos clubes.

Essas brigas de torcida organizada muitas vezes não tem nada a ver com futebol. Muitas vezes eu vejo reportagem que mostram que os torcedores fazem isso pelo prazer de brigar e de enfrentar os outros. Muitas vezes, após os jogos, eles marcam na estação de trem a quilômetros de distância, ali já não é mais futebol.

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