Volantes do clássico têm elo antigo: do Brinco de Ouro ao Peixe x Timão

Os clubes são diferentes, os estilos de jogo são diferentes, as faixas etárias são diferentes e principalmente os objetivos em campo serão diferentes neste domingo, às 16h, na Vila Belmiro. Apesar de tantas diferenças, o santista Renato e o corintiano Gabriel alimentam uma relação antiga. Mais precisamente, da época em que o camisa 5 do Timão mal sonhava em ser jogador de futebol profissional, enquanto o número 8 do Peixe dava os primeiros sinais de que teria uma carreira brilhante. Depois de muitos anos (alguns de convívio, inclusive), a dupla estará em campo no clássico.

O elo entre Renato e Gabriel teve início no fim dos anos 90. O santista, então chamado de Renatinho, despontava no Guarani, clube que defendeu entre 1996 e 2000. Ele era o dono do time: revelação da forte categoria de base e um meia armador de raro talento que não saiu precocemente do Brinco de Ouro da Princesa. Foi dali que a relação começou, como idolatria.

Gabriel vem de família bugrina. Era comum que sua mãe e seu avô, principalmente, batessem cartão nos jogos do Guarani. Renato era, então, uma referência da família. Um ídolo. Que depois do Guarani defenderia Santos, Sevilla (ESP), Botafogo e Seleção Brasileira.

Enquanto isso, Gabriel passou do futebol de salão no Sesi de Campinas à Ponte Preta, onde disputou só um campeonato, e então ao Paulínia onde fez parte da formação antes de ser contratado pelo Botafogo ainda nas categorias de base. Ele estreou profissionalmente em 2012, numa partida do Campeonato Carioca contra o Boavista. E sabe quem estava em campo? Renato, repatriado um ano antes do futebol espanhol.

- O Renato é uma pessoa excelente, sem vaidades. Vou seguir meu caminho, fazer uma carreira como a dele para, no futuro, as pessoas se lembrarem de mim. Minha mãe e meu avô torceram muito por ele no Guarani - relatou Gabriel, na época.

Gabriel e Renato conviveram no elenco profissional do Botafogo entre abril de 2012 e maio de 2014, quando o mais experiente rescindiu contrato para defender o Santos. Eles disputaram posição, jogaram juntos, classificaram a equipe para a Libertadores após 17 anos e depois desfizeram o contato, que só foi retomado nas vezes em que Gabriel enfrentou o Peixe.

Pelo Palmeiras foram cinco confrontos: duas vitórias de Gabriel, duas de Renato e mais um empate - o santista fez um dos gols do confronto, aliás. Já pelo Corinthians, Gabriel venceu os dois embates contra Renato. Como será neste domingo?

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