Goleiro na seleção sub-17 faz Vitória se manter entre os clubes com mais convocações para Mundiais

Em outubro, a seleção brasileira sub-17 inicia sua caminhada no mundial da categoria em busca do título que não vem há 14 anos - sete edições. No grupo de 21 atletas que viajam à Índia, a presença de um jogador, em especial, registra marca significativa sobre a relação entre a formação nos clubes brasileiros e o selecionado nacional.

Destaques do Vitória no sub-17, o goleiro Yuri, nascido em 2001, é o único atleta do futebol nordestino na lista de Carlos Amadeu, divulgada no dia 8 deste mês. A presença simboliza, ainda, a consolidação, em números, do clube baiano como potência nas divisões de base do país.

O goleiro faz parte, agora, dos 14 jogadores fornecidos pelo Vitória desde a primeira participação do Brasil no torneio, em 1985. Mesmo perante a força econômica de times do Sudeste, o índice do Rubro-Negro na categoria sub-17 o deixa entre as 10 equipes que mais levaram jogadores dessa divisão a um Mundial.

Com os chamados para esta edição, os baianos estão no 10º lugar no número de jogadores a serviço verde-amarelo. O Vitória supera ainda outros times expressivos do Sul e do Sudeste no quesito, como Atlético-MG (12), Atlético-PR (10), Cruzeiro (9), Botafogo (8), e Coritiba (5). O rival Bahia, por exemplo, soma quase quatro vezes menos - quatro ao todo.

- O Vitória tem, por tradição, apostar muito na base. Evoluímos na estrutura. Tentamos melhorar em todos os aspectos de formação e dar totais condições aos atletas da base. Talvez isso explique um pouco desses bons números. Somos respeitados. Queremos seguir essas trajetória - comenta Carlos Anunciação, coordenador da base rubro-negra.

O retrospecto de atletas no Mundial Sub-17 mostra que a qualidade da atual geração sub-17 rubro-negra não é coincidência. Também representaram o clube no torneio Kléber da Cruz e Márcio Gaia (na edição de 1995); Matuzalém (1997); Carlinhos (1999); Felipe e Leandro Bomfim (2001); Sandro (2003); Tácio (2007), Romário (2009); Josué e Wellington Melo (2011); e Eron e Geovane, no Mundial de 2015.

O goleiro Yuri tentará com a seleção brasileira o quarto título mundial, que colocaria o Brasil no posto do segundo maior vencedor do torneio. Além de representarem o Brasil, ele carregará a força do futebol nordestino na Índia.

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