Eurico Miranda se pronuncia sobre denúncia do MP: 'Grande sacanagem'

  • Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

    Eurico Miranda é acusado de contratar membros da Força Jovem para trabalhar em São Januário

    Eurico Miranda é acusado de contratar membros da Força Jovem para trabalhar em São Januário

Eurico Miranda, presidente do Vasco, se pronunciou sobre a denúncia oferecida pelo Ministério Público na última quinta-feira que quer a sua destituição do cargo, além de toda a atual direção cruz-maltina, além do pagamento de multa. O mandatário é acusado de contratar membros da Força Jovem para trabalhar em São Januário e acobertar episódios de violência no estádio. O juiz do caso deu um prazo de dez dias, a contar a partir desta sexta-feira, para a defesa ser feita e, assim, ser possível de uma decisão ser tomada. Eurico Miranda disse considerar o caso uma "grande sacanagem".

E"ssa barbaridade que inventaram... Esse procuradorzinho é outro recalcado em relação ao Vasco. Não colocaram prova nenhuma. Tenho há três anos um funcionário que foi integrante da Força Jovem. Não existe nessa país algo que impeça de eu contratar alguém que algum dia foi do partido comunista, do partido nazista... Isso é uma grande sacanagem. Eles que provem. Ligação eu tenho com todos, mas não essa que querem insinuar. Não querem saber que eu tenho mais de duas mil crianças na escola do Vasco", afirmou Eurico Miranda.

O Ministério Público cita o fato de um camarote supostamente feito exclusivamente para a torcida organizada ter sido inaugurado pelo Vasco no clássico contra o Flamengo, que terminou com confusão entre os torcedores. Na ocasião, Eurico Miranda foi clicado em fotos junto a membros da diretoria da Força Jovem. O MP alega ainda que, com a atitude, o Vasco desrespeita o Estatuto do Torcedor no que se refere à violência e dificulta o trabalho da Polícia Militar em dias de jogos.

Vale lembrar que em julho deste ano Vasco e Flamengo se enfrentaram em São Januário pelo Campeonato Brasileiro e o Rubro-Negro ganhou por 1 a 0. Após a partida, o estádio se transformou em uma verdadeira praça de guerra, com torcedores feridos, outros invadindo cabines de rádio e cenas de violência. Um torcedor morreu após ser baleado do lado de fora de São Januário. Na esfera desportiva, o Cruz-Maltino foi penalizado com a perda de seis mandos de campo, ainda não cumpridas integralmente.

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