Sem lucros, Under Armour estuda rescindir contrato com o São Paulo

Under Armour e São Paulo apresentaram ao público nesta segunda-feira a nova terceira camisa do clube, mas isso não quer dizer que a parceria viva momentos de festa. Nos bastidores, a fornecedora norte-americana de materiais esportivos tenta encontrar uma forma de abreviar o contrato entre as partes, que ainda tem mais dois anos de duração.

A iniciativa da Under Armour, que já foi passada ao São Paulo, se deve ao pouco retorno que a empresa obteve no mercado brasileiro. A venda de camisas tem sido considerada muito abaixo da expectativa, com prejuízos nas contas dos norte-americanos. Quando decidiu entrar no Brasil, pelo Tricolor no fim de 2014, a empresa esperava outro cenário.

Para encerrar a parceria antes do previsto, a Under Armour precisa pagar uma multa acordada em contrato, com valor não divulgado. A ideia da empresa não é de agora, vem sendo costurada desde o ano passado, e ganha força a cada dia porque a quantia a ser paga cai com o decorrer do tempo. Ao mesmo tempo, o dinheiro vindo da fornecedora é hoje uma das principais fontes de renda do São Paulo.

Pelo acordo, considerado pelas partes o maior de material esportivo no país, a Under Armour paga na camisa dos R$ 15 milhões por ano em dinheiro, além de cerca de R$ 12 milhões em materiais esportivos. O valor total do contrato chegaria a R$ 135 milhões se fosse cumprido até o fim, por valores divulgados na época de assinatura do acordo.

A terceira camisa apresentada nesta segunda-feira deve estrear no dia 1 de outubro, no duelo contra o Sport no Morumbi. Ela é na cor preta. A fornecedora já tinha desenvolvido outra terceira camisa em 2015, na cor bordô, e uma ano passado, amarela, pouco utilizada. No Brasil, a empresa também patrocina o Fluminense, com investimento muito inferior ao do Tricolor paulista.

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