Vasco apresenta mais a cara de Zé contra o Timão, mas ainda oscila

Depois de duas vitórias sem levar gols no Brasileirão, o Vasco foi derrotado pelo Corinthians por 1 a 0, no último domingo, com gol irregular de Jô, que escorou com o braço a bola para o fundo da rede, na Arena Corinthians. Apostando mais uma vez em uma marcação forte, o Cruz-Maltino fez um bom primeiro tempo e mostrou evolução em relação a filosofia de jogo do técnico Zé Ricardo.

 

No segundo jogo sob o comando do novo treinador, o Vasco buscou cadenciar a partida e valorizar a posse de bola trocando passes, bem como Zé gosta. Diferente de quando acontecia com Milton Mendes, que apostava na marcação e transição rápida para o ataque, agora os jogadores quando roubavam a bola, tocavam e tinham mais paciência para chegar na frente.

 

Assim, o Cruz-Maltino fez um primeiro tempo equilibrado contra o líder do campeonato, fora de casa. No fim da primeira etapa, cada equipe tinha 50% de posse de bola. Porém, em determinados momentos, os visitantes tiveram mais.

 

No entanto, mesmo com a bola, o Vasco apresentou um problema antigo: dificuldade de criação. Porém, o time conseguiu assustar mais do que o adversário com chutes de fora de área de Ramon e de Nenê.

 

Na volta do intervalo, o Cruz-Maltino oscilou mais uma vez e não conseguiu manter o padrão. Assim como no jogo contra o Grêmio, a equipe ficou muito atrás, não conseguia sair jogando e sofreu grande pressão do time paulista, que criou chances claras para abrir o placar. Isso aconteceu até o gol de Jô, validado de forma errada pela arbitragem, aos 27 do segundo tempo.

 

Atrás no placar, o Vasco teve que correr atrás do prejuízo e voltou a ficar mais com a bola. O time terminou o jogo com 47% de posse, mas não conseguiu chegar ao empate.

 

Zé Ricardo explica que substituição de Gilberto, que estava improvisado como volante e sentiu dores na coxa esquerda, logo aos 14 do primeiro tempo, prejudicou o Vasco. Escudero entrou e não teve destaque na partida, e o time perdeu pegada no meio-campo e força na saída.

 

A saída prematura do Gilberto nos dificultou, entendíamos que a saída por dentro do força poderia nos ajudar. O Escudero é mais técnico, não tem tanta aproximação no ataque e infiltração. Queríamos isso com o Gilberto. Depois acertamos, adiantamos o Escudero, fizemos com que ficasse mais próximo do Nenê. Equilibramos - comentou o treinador.

 

O treinador diz que essa oscilação é normal, já que uma mudança no estilo de jogo leva um tempo e o seu trabalho ainda está no início. Ele diz que ainda tem muita coisa para a equipe evoluir.

 

- A mudança é devagar. São apenas três semanas de trabalho. Mas os jogadores estão buscando entender o que queremos. Há muita coisa para melhorar e esquecer o que aconteceu contra o Corinthians - completou.

 

 

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