Dorival admite: 'Seria necessário, mas não dá para pensar em 2018'

Dorival Júnior tem contrato com o São Paulo até dezembro de 2018 e, neste momento, o mercado costuma se movimentar para que clubes se reforcem para a próxima temporada. Mas o técnico diz que nem pensa nisso: seu foco único, e sem qualquer distração, é evitar o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

- Não penso em nada do ano que vem. A realidade é outra, e não podemos perder o mínimo possível de concentração em outro aspecto. Seria mais do que necessário e oportuno, mas o principal é sair dessa situação incômoda. Há um esforço muito grande para isso, até do torcedor - disse o treinador ao SporTV.

O Tricolor ocupa a faixa de descenso em 13 das 25 rodadas já disputadas do Campeonato Brasileiro, mas , atualmente, é quem mais tem pontos entre os que estão na zona de rebaixamento: é o 17º colocado, com 28 pontos. Além disso, a distância para Chapecoense, Atlético-MG e Fluminense, que dividem o décimo lugar, é de apenas três pontos. Esses fatores, aliados à uma evolução técnica, dão confiança a Dorival Júnior.

- Com tudo que a equipe já alcançou, não tivemos possibilidade de sair. Mas, do décimo colocado para baixo, as coisas afunilaram, se aproximaram muito. Tenho confiança grande de que, daqui a pouco, as coisas se encaixarão com uma naturalidade um pouco maior pelo esforço e comprometimento dos jogadores. Que o retorno disso comece a ser um pouco mais sustentável - comentou o técnico, que pode deixar as quatro últimas posições se vencer o Sport no domingo, no Morumbi.

- Há algumas rodadas, estamos começando a sustentar uma condição, o que já vem sendo um ganho. Mas só estaremos tranquilos quando sairmos de uma vez por todas desse quadro e conseguirmos pontos para nos distanciar. O São Paulo está no caminho, tenho certeza. Tudo acontece de maneira clara e limpa dentro do CT. Que isso seja transformado em bons resultados - comentou.

Dorival vem se animando porque, em sua visão, a equipe cresceu nas três últimas rodadas. Derrotou o Vitória na Bahia e, na sua opinião, empatou diante de Ponte Preta e Corinthians, no Morumbi, porque foi marcado um pênalti de Jucilei já nos minutos finais do jogo contra o clube campineiro e, em relação ao Majestoso do último domingo, ele segue questionando o gol anulado de Militão - o árbitro apontou falta de Pratto no goleiro Cássio.

- Em alguns momentos, desequilíbrios têm acontecido, temos consciência. Trabalhamos todos os quesitos possíveis para ter esse equilíbrio. Temos feito o principal, que é conseguirmos nos impor nas partidas, iniciar combates no campo adversário, criar boas condições e até construir bons resultados. Mas, de repente, tomamos gols em momentos cruciais que nos tiraram a possibilidade de pontuar mais. Há evolução, mas ela só se completa com resultados - admitiu.

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