Abel assume briga contra rebaixamento e pode mudar forma de atuar do Flu

  • Thiago Ribeiro/AGIF

A má fase do Fluminense no Brasileirão já faz Abel Braga repensar a forma de jogo de sua equipe, que, com apenas uma vitória em seis rodadas do returno, caiu na tabela e está a três pontos do São Paulo, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. Antes visando o G6, o técnico agora que se distanciar da zona de rebaixamento.

As mudanças já podem acontecer contra o Grêmio, domingo, em Porto Alegre. Os tricolores se enfrentam às 16h, na Arena, pela 26ª rodada da competição.

"Estamos analisando isso (trocas no time titular) e pensando em mudar alguma coisinha, inclusive na forma de jogar. O time do Grêmio é um time de muita posse (de bola), de muita movimentação, Temos que estar bem postados em campo. Ainda temos o trabalho de amanhã (sexta) para ver que foi feito durante a semana vai ser o que vamos fazer durante o jogo", projetou Abel.

Com Nogueira suspenso, é certo que Abel terá que testar nova dupla de zaga. Reginaldo, que não joga há mais de dois meses, é o provável substituto. Roger Ibañez é outra opção, já que Henrique e Renato Chaves ainda se recuperam de lesões musculares. Assim, Frazan fará seu quarto jogo seguido como titular

Após treino fechado no CT Pedro Antonio, Abel buscou explicações para a queda de rendimento do time que "chegou a encantar" no primeiro semestre.

"É difícil manter uma performance com um grupo bastante jovem como o nosso. Nos classificamos para as quartas da Sul-Americana com oito jogadores da base no time. Em outras equipes, com elencos muito superiores (a nível de folha de pagamento), acontece a mudança e ela não afeta. Para nós já afeta. Troco um jovem por outro, e não posso garantir que manterá a performance".

O elenco do Fluminense ainda faz dois treinos no CT Pedro Antonio antes de embarcar para o Rio Grande do Sul. Após o treino desta sexta, às 10h30, o lateral-esquerdo Léo e Fernando Veiga, VP de Futebol, darão entrevistas.

Confira outras respostas de Abel Braga

Pressão sobre o jovem elenco pela proximidade com o Z4

Não tem como não sentir (a pressão). Temos que olhar para baixo. Chegamos nessa situação e agora temos simplesmente Grêmio e Flamengo. O Brasileiro começou difícil para nós, com Santos, Atlético-MG, Atlético-PR, Vasco... São mais duas pedreiras. Temos que olhar para baixo, olhar a classificação toda rodada. Tivemos chance de G-6 em três jogos e falhamos. Não podemos falhar agora.

Responsabilidade pelos recentes resultados ruins

Na queda de rendimento, não tenho responsabilidade. Mas no momento ruim eu tenho. Sou o comandante. O meu trabalho não mudou, é de campo reduzido, tático, de proteção de bola. Mas se não tem resultado a minha parcela é grande. Todos já jogaram comigo, mas não gostaria que fosse assim.

Peso das mudanças forçadas na equipe

Queria ter repetido mais a equipe. É inacreditável o número de problemas. Encaixou o time e estava encantando o país com muitos gols marcados, perdemos Douglas, Scarpa, Sornoza... Monta outro time, com Richarlison e Wendel, vai a um patamar bom. E surgem novos problemas... Vem uma carga ruim. Não estamos pensando nisso, e sim em voltar aos bons momentos, tendo que buscar superação a cada jogo. Queremos viver isso.

 

 

 

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