Juninho explica reunião com Cuca e aguarda o maior jogo da "minimeta"

  • Luciano Belford/AGIF

    Juninho acompanha Roger durante jogo do Palmeiras contra o Botafogo

    Juninho acompanha Roger durante jogo do Palmeiras contra o Botafogo

Muitos torcedores palmeirenses começaram a fazer contas pensando na chance, ainda distante, de conquistar o título brasileiro. Entre os jogadores, a lição é não fazer projeções a longo prazo no momento. Com uma "minimeta" de seis jogos estipulada para definir o futuro na competição, o Verdão ganhou as duas primeiras partidas e agora terá o maior teste, contra o Santos. O elenco sabe que o resultado deste jogo é vital para a sequência no torneio.

"A minimeta só vai valer se a gente passar desse jogo, porque você passando pelo Santos fica dois pontos na frente, sobe uma posição na tabela e pode até terminar em segundo, dependendo do jogo contra o Grêmio. É o jogo mais importante da minimeta. Temos de trabalhar e focar bastante, nos dias que têm de trabalho, para entrar no jogo bem e fazer nosso papel, que é vencer diante da nossa torcida", explicou Juninho, um dos destaques do Verdão nesta boa fase, em entrevista ao LANCE!.

Nas últimas quatro rodadas, o Verdão tirou seis pontos de diferença para o líder Corinthians, mas ainda está 11 atrás - segundo o matemático Tristão Garcia, o atual campeão tem apenas 6% de chances de um novo título. Ainda tendo de remar bastante para recuperar o déficit do primeiro turno, jogadores, comissão técnica e diretoria tiveram uma reunião na quarta antes do treino. A intenção: mobilizar todo o elenco depois de duas vitórias seguidas antes do clássico contra o Santos, sábado, às 19h, no Allianz Parque.

"Nem foi uma reunião, foi mais o professor pedindo para não perder o grupo. Ele escala 11 (jogadores), e ficam os outros de fora, outra parte do elenco. Isto, querendo ou não, jogador quer estar jogando. (Com a conversa) O grupo se fortalece cada vez mais para buscar nosso objetivo", explicou o zagueiro.

Em alta nesta boa fase palmeirense, Juninho ganhou espaço após a expulsão de Luan contra o Atlético-MG. Naquele jogo, ele entrou bem depois de o time ficar com um a menos, repetiu a boa atuação contra o Coritiba e ganhou a posição do camisa 13 contra o Fluminense. Para ele, esta é sua melhor fase desde que chegou à Academia de Futebol, em maio.

"Se não me engano é o melhor momento que tive e isto é fruto de um trabalho. Tenho de agradecer a Deus, ao professor Cuca e a toda comissão técnica pela oportunidade. Sequência é tudo, é fundamental para mostrar nosso papel em campo. Não adiantava depois de eu entrar contra o Galo, quando o Luan foi expulso, não fazer um bom jogo contra o Coritiba. Ia prejudicar o elenco, o clube, todo mundo, até a mim. O grupo deu confiança para eu poder impor meu trabalho e dar sequência", comemorou.

No sábado, Juninho estará mais uma vez na equipe, desta vez ao lado de Luan, pois Edu Dracena está suspenso - assim como Egídio. Os dois zagueiros receberam atenção especial no treino dessa quarta, com direito a um papo com o auxiliar Alberto Valentim, e um treino específico com Cuca. Nas últimas três partidas, o Palmeiras foi vazado apenas uma vez, e de pênalti.

"Este é um jogo importante para todo mundo, e se todos fizerem o que a comissão técnica quer e aperfeiçoar, vamos conseguir jogar e não fará diferença (apesar dos desfalques). Todos têm qualidade para jogar, como o Edu Dracena e o Egídio que saíram, provavelmente o Luan e o Zé (Roberto) vão jogar, também têm qualidade", lembrou.

Veja abaixo a entrevista exclusiva com Juninho:

Qual a avaliação de vocês sobre o Santos, que não terá Lucas Lima?

Juninho: Vai ser um jogo muito difícil, cada um vai pôr seu jogo em campo, e o nosso é ir em busca da vitória a todo momento. Se a gente quer buscar nossos objetivos, temos de passar por cima desse jogo. É um jogo de seis pontos, porque o Santos tem um ponto na nossa frente, então vai decidir bastante a vida dos dois lá em cima. Será um jogo difícil e de muita tensão, porque clássico se decide em detalhes e temos de estar atentos a todas as movimentações, não importa se o Lucas Lima vai jogar ou não, eles têm jogadores para repor. Temos ausências também, vai ser um jogo complicado para os dois lados.

Tem torcedores já fazendo contas, simulações, sobre o restante do campeonato. Você está fazendo, também?

Não adianta eu fazer contas assim... claro que o torcedor vai fazer, não são só eles que estão confiantes, nós também acreditamos no nosso trabalho do dia a dia, crescemos bastante, ao natural isto vai acontecer. Não adianta pensar no último jogo do campeonato se não pensar no próximo. Então isso não vai valer de nada. Temos de pensar no próximo jogo, contra o Santos. Passando, pensar no Bahia. Tem de ir jogo a jogo, fazendo nosso melhor em campo.

Você acredita que este é o melhor momento do Palmeiras no campeonato?

Acho que é sim. Como a gente vinha de vários jogos seguidos, a comissão técnica vinha modificando bastante o elenco que vinha jogando, porque estando em três competições dificulta. Colocar um time que vai ser titular até o fim da temporada é meio difícil, então eu acredito que este seja o melhor momento, porque estamos trabalhando bastante, tem semanas cheias e nos ajuda. Estamos mostrando o resultado em campo.

Qual a importância do Edu Dracena para essa sua boa fase?

A gente sempre tem de estar conversando, não só com o Dracena, mas Luan, Antônio Carlos, o próprio Pedro (Pedrão), que subiu agora. Somos uma família, temos de estar unidos para quando precisar suprir bem uma ausência. O Edu Dracena ajuda bastante nisso, com a experiência que ele tem, uma carreira vencedora, ele tranquiliza a ansiedade para entrar em campo, o que é normal. O Edu ajuda bastante nisso e em campo também.

Houve uma conversa com Cuca para lhe comunicar que você tinha virado o titular da zaga?

Na verdade teve uma conversa antes, que é natural em todos os clubes, entre treinador e jogador. Quando um jogador sai, se você estiver bem ele provavelmente vai te manter no grupo e o que sai tem que mostrar serviço para recuperar a vaga. Foi o que aconteceu comigo. É o que falei, tem de agradecer a toda a comissão técnica, porque eu joguei contra o Coritiba e contra o Fluminense o Luan já podia voltar. Mas só que a comissão técnica me deu esta sequência. E o mais importante é que ninguém fica bravo. Eu e o Luan conversamos, provavelmente vamos jogar este jogo juntos, e isto é o mais legal de tudo, não tem rixa, todo somos uma família.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos