'Rei dos clássicos', lateral vê decisão de ficar no Santos render frutos

Daniel Guedes será um dos titulares do Santos contra o Palmeiras, no sábado, às 19h, no Allianz Parque, em duelo pela 26ª rodada do Brasileirão. E ao contrário de muitos garotos em clássicos, o jovem ala de 23 anos chega com experiência em jogos contra rivais estaduais.

Desde 2015, o lateral-direito disputou sete clássicos. Desses, o Peixe venceu seis e perdeu sete. Uma das vítimas do Peixe foi justamente o Alviverde, pelo Brasileirão de 2015, na Vila Belmiro.

Os 85% de aproveitamento em clássicos anima o substituto de Victor Ferraz, que, por experiência própria, acredita que pode sair vencedor do Allianz Parque em seu oitavo confronto direto com um rival.

- É um número muito bom. Vou fazer de tudo para que agora sejam oito clássicos e sete vitórias. São números bons, mas o desafio é grande. Teremos que entrar concentrados para vencer - diz, animado com a estatística.

A experiência do jovem revelado nas categorias de base do Santos não se resume a clássicos. Titular na eliminação da Libertadores, Daniel já viveu outros momentos difíceis no clube.

Sua primeira oportunidade como titular veio em 2014, mesmo ano em que foi campeão da Copinha, quando o time já não brigava por nada no Brasileirão e via o cenário político do clube em caos, com jogadores entrando na Justiça.

Agora, com chances de ser campeão brasileiro mesmo a dez pontos do líder, Guedes se vê preparado para lidar com a situação e já vislumbra momentos mais felizes para fazer parte.

- De alguma coisa essa experiência serve. Nesses momentos se tira muita coisa de aprendizado, ajuda bastante. Enfrentar momentos assim é complicado, mas ajuda no crescimento e na maturidade. Esperamos que seja só mais um momento difícil para que a gente volte a viver bons momentos - pontua.

No início do ano, um dos oito reforços do Alvinegro foi Matheus Ribeiro, lateral-direito que era titular do Atlético-GO. Diante disso, Daniel Guedes se viu sem espaço, mas preferiu permanecer na Vila Belmiro.

Com poucas chances sob o comando do ex-técnico Dorival Júnior, ele recebeu propostas do Botafogo e Napoli, mas...

- O que tive foi proposta do Botafogo. Teve uma situação do Napoli que não foi autorizada pelo Dorival. Na primeira vez, do Botafogo, o Dorival não permitiu que eu fosse. Agora, em 2017, me procuraram novamente. O Dorival queria que eu fosse e eu achei que deveria ficar e procurar meu espaço aqui. Eu estava certo, fui pelas convicções, estou tento chances e renovei. Foi a melhor atitude - finaliza.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos