Piqué diz que está 'orgulhoso de estar na seleção' e rebate críticos

Centro das atenções nos últimos dias, o zagueiro Gerard Piqué foi corajoso, encarou os jornalistas e deu longa coletiva de imprensa nesta quarta-feira. O jogador do Barcelona comentou sobre as vaias que vem recebendo, o referendo da Catalunha e os problemas com repórteres e torcedores espanhóis.

Sobre a maior polêmica da semana, Piqué apenas afirmou, em tom calmo, que é a favor de que os catalães possam votar. Além disso, ele pediu mais diálogo e menos ódio entre todas as partes envolvidas.

- O primeiro dia foi difícil. Obviamente, você não gosta que as pessoas que apoiam a seleção estejam contra você. Receber insultos não agrada ninguém. Estou aqui para dar a volta por cima, muita gente na Espanha é aberta ao diálogo, acho que podem entender meu lado. Penso de uma maneira, outras pessoas pensam de outra, mas podemos nos entender. Acho que com diálogo e respeito sempre se chega em um bom lugar - disse.

- Não me arrependo de nada, é o que sinto. Somos todos pessoas, e as pessoas têm opiniões. É impossível todos pensarem igual. Sou a favor que todos possam votar sim, não, em branco. Eu vou pensar diferente de você e de muitos aqui. Um independentista pode jogar na seleção espanhola. Não há uma seleção catalã e o independentista não tem nada contra a Espanha. Só querem o próprio país, mas não odeiam a Espanha - completou.

O jogador do Barcelona já se envolveu em inúmeras polêmicas com sergio Ramos, do Real Madrid. O zagueiro reclamou dos boatos de que teria má relação com o companheiro e disse que tudo é mentira.

- Tudo o que dizem sobre Piqué e Sergio Ramos é uma grande mentira, já repeti isso mais de 20 mil vezes. Minha relação com Sergio Ramos é fenomenal. Além disso, vamos ser sócios em um negócio. Basta desse assunto - afirmou.

COMPROMISSO COM A ESPANHA

Depois de todo episódio, o Piqué garantiu que não deixará a seleção e afirmou que "o melhor é continuar e aceitar este desafio de dar a volta por cima".

- Claro que pensei em deixar a seleção, mas avaliei as opções e decidi continuar. Sair agora seria dar razão para toda essa gente, que não creio que seja a maioria, que acredita que a melhor solução para tudo é insultar e vaiar. Estou convencido de que há muito mais gente que está a favor de que eu fique e dê tudo pela equipe - falou.

- É impossível colocar em dúvida meu compromisso. São quase 10 anos aqui. Não quero sair pela porta dos fundos. Considero isso aqui uma família. Os doutores, fisioterapeutas, jornalistas. Meu compromisso com a seleção é o máximo que posso dar em todos âmbitos. Me dói que tenham dúvidas. Estou muito orgulhoso de estar na seleção espanhola, de formar esse grupo único - afirmou o zagueiro.

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